Operação Quadro Negro pode virar CPI na Assembleia Legislativa do Paraná

Publicado em 4 setembro, 2017
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Daqui a pouco, a partir das 14h30, o k-suco deverá ferver na sessão na Assembleia Legislativa Paraná. Sob o signo da Operação Quadro Negro, os deputados da oposição prometem instalar uma CPI para investigar o roubo de dinheiro da educação pública.

O líder da oposição na ALEP, deputado Tadeu Veneri (PT), informa que já conseguiu 13 assinaturas antes mesmo da sessão desta segunda-feira (4). Para instalar uma comissão de investigação são necessárias 18 assinaturas, equivalente a um terço dos deputados na Casa.

No último final de semana vazou a íntegra (clique aqui para lê-la sem cortes) da delação do empreiteiro Eduardo Lopes de Souza, dono da construtura Valor, acerca de fraudes em obras de escolas no estado.

De acordo com o depoimento do empreiteiro ao Ministério Público Federal, deputados estaduais, o chefe da Casa Civil e o governador Beto Richa (PSDB) estariam envolvidos no desvio de R$ 20 milhões da educação. O dinheiro das escolas foi indevidamente utilizado em campanhas eleitorais do PSDB e do DEM, segundo o dono da Valor.

Veneri sugeriu na sexta-feira (1º) a prisão dos colegas de parlamento e do governador tucano ao afirmar que “os crimes revelados são passíveis não apenas de cassação de mandatos, mas de prisão por corrupção e fraude eleitoral”.

“Estão entendendo agora para onde foi o dinheiro das escolas do Paraná?”, também questionou o deputado Requião Filho (PMDB). Pelo Twitter, o peemedebista aponta Richa como “verdadeiro inimigo” do Paraná. “Roubaram da educação. Roubaram o futuro”, lamentou.

O Blog do Esmael registrou em primeira mão, há dois anos, o escândalo e a consequente queda da cúpula da Educação do Paraná na época.

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