Beto Richa usou mesmo operador de fraude no Porto para negociar propina na Odebrecht

Publicado em 13 abril, 2017

O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) não meteu diretamente a mão M… no caso de recebimento propina na Odebrecht. Ele usou as de Teodósio Jorge Atherino, segundo delação do ex-presidente de infraestrutura da empreiteira Benedicto Júnior, o BJ.

Jorge Atherino frequentava o departamento de propinas da Odebrecht em nome do Comitê Financeiro do PSDB e de Beto Richa, de acordo com relato em vídeo logo abaixo.

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Em troca de R$ 2,5 milhões para a campanha de “Piloto”, como era denominado Beto Richa, haveria a contraprestação em obras de duplicação da PR-323 (clique aqui para lembrar denúncia feita pelo senador Roberto Requião, do PMDB, no ano de 2014).

Afinal, quem é Teodósio Jorge Atherino citado várias vezes na delação de BJ? Ora, o mesmo envolvido na Operação Superagui que, coincidentemente, também envolve Beto Richa e seus familiares em irregularidades na concessão de licenças ambientais na região do Porto de Paranaguá.

A família de Teodósio Jorge Atherino e de Richa foram sócias nas empresas Green Gold, RF Participações e Green Logística. Essa relação rendeu ao governador do PSDB uma ação penal no Superior Tribunal de Justiça no final de março.

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As histórias de Richa e Atherino se cruzaram diversas vezes ao longo dos últimos anos. Na política e no mundo empresarial. Pode ter sido mera coincidência, mas nesses dois eventos o governador virou réu no STJ.

Beto Richa já era réu no STJ

Em março de 2016, o STJ autorizara o primeiro inquérito contra o governador Beto Richa acerca de esquema de corrupção da Receita Estadual.

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A acusação é de que R$ 4,3 milhões desviados tenham financiado a reeleição do tucano, segundo investigações da Operação Publicano.

Richa faz vergonha histórica, pois nunca antes um governador do Paraná tinha sido investigado por corrupção no STJ.

Assista ao vídeo com a delação de BJ:

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