2,5 milhões de metalúrgicos cruzam os braços contra Temer nesta quinta

butka_metalurgicosEstima-se que 2,5 milhões de metalúrgicos cruzarão os braços nesta quinta (29), em todo o país, na paralisação nacional contra o corte de direitos e para exigir do governo ações efetivas para o reaquecimento da economia.

Sob a bandeira “Cortar Direitos Não Gera Emprego! Retomada da Economia Já!”, a paralisação de amanhã será a principal manifestação dos trabalhadores contra o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB).

Em Curitiba e região metropolitana, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sérgio Butka, cerca de 30 mil vão aderir ao protesto que será acompanhado por sindicatos internacionais de trabalhadores.

O UAW (United Auto Workes), sindicato americano que tem entre seus filiados, a categoria metalúrgica, além de emitir nota de apoio à paralisação, também participará da mobilização em Curitiba com transmissões ao vivo para os Estados Unidos, através das redes sociais.

O “Dia de Unidade de Ação Metalúrgica em Defesa dos Direitos e da Aposentadoria”, é organizada pelas Confederações, Federações e mais de 500 Sindicatos de metalúrgicos do Brasil, ligados à Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas).

Medidas defendidas pelos metalúrgicos para a retomada da economia:

1) redução dos juros;

2) redução dos impostos para incentivar a atividade produtiva e o consumo;

3) ampliação do crédito;

4) programa de renovação da frota;

5) valorização do salário mínimo, das aposentadorias e da renda, visando aquecer o mercado interno;

6) auditoria cidadã da dívida pública brasileira;

7) correção da tabela do Imposto de Renda pela inflação.

Medidas defendidas pelos metalúrgicos para a Previdência Social

1) revisão ou fim das desonerações sobre a folha de pagamento das empresas;

2) revisão das isenções previdenciárias para entidades filantrópicas;

3) venda dos 3.485 imóveis em desuso da Previdência Social. A venda desses imóveis acarretaria uma arrecadação de R$ 1,5 bilhão;

4) fim da aplicação da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que arranca dinheiro da Seguridade Social para pagar juros ao sistema financeiro;

5) criação do Refis (Programa de Refinanciamento) para cobrança dos R$ 236 bilhões de dívidas ativas com a Previdência;

6) melhoria da fiscalização da Previdência por meio do aumento do efetivo de fiscais em atividade ;

7) revisão das alíquotas de contribuição para a Previdência Social do setor do agronegócio, que hoje é isento;

8) destinar à Seguridade/Previdência as receitas fiscais oriundas da regulamentação dos bingos e jogos de azar.

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