Primeiro, extinção do SUS; agora, o ensino será pago

barros_mendoncaO governo ditatorial de Michel Temer, além de ilegítimo, é desumano. Primeiro, o ministro interino da Saúde, Ricardo Barros, informou que acabaria com o Sistema Único de Saúde (SUS) — o maior plano de saúde público do mundo; agora, o ministro interino da Educação, Mendonça Filho, defende a cobrança de mensalidade nas universidades públicas.

Depois de protestos em todo o país, Barros, cujo financiador principal é dono de plano de saúde privado, jurou que não é bem isso que ele havia dito em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Segundo o ministro, em claro recuo, o SUS “está estabelecido” e que não será reduzido.

Já Mendonça Filho, da Educação, afirmou que o MEC apoiará as universidades que quiserem cobrar mensalidades dos alunos. “Embora não seja prioritária no momento, esta é uma discussão que deve ser feita com os reitores e representantes das universidades”, adiantou o ministro.

Ou seja, o governo ditatorial de Michel Temer deverá ampliar a retirada de direitos dos cidadãos conquistados na Constituição de 1988. Some-se ao ataque ao direito à saúde e à educação — públicas, de qualidade e universais — as previstas retiradas do acesso à aposentadoria “antes do caixão”, bem como a desvinculação dos reajustes do salário mínimo.

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