Fruet sofre cerco da ‘tarifa zero’ na região metropolitana de Curitiba

Em junho de 2013, jovens foram às ruas para pedir 'tarifa zero' em Curitiba; tema volta ao debate nas vésperas das eleições devido iniciativa da Prefeitura de Tijucas do Sul, região metropolitana, que, após 25 anos de concessão, vai implantar tarifa gratuita para todos os moradores; prefeito Gustavo Fruet vai encarar esse debate ou “afrouxará o sutiã” para a máfia do transporte?

Em junho de 2013, jovens foram às ruas para pedir ‘tarifa zero’ em Curitiba; tema volta ao debate nas vésperas das eleições devido iniciativa da Prefeitura de Tijucas do Sul, região metropolitana, que, após 25 anos de concessão, vai implantar tarifa gratuita para todos os moradores; prefeito Gustavo Fruet vai encarar esse debate ou “afrouxará o sutiã” para a máfia do transporte?

O pequeno município de Tijucas do Sul, na região metropolitana, a 50 km de Curitiba, decidiu municipalizar o transporte público a partir do próximo dia 4 de dezembro quando vence a concessão de 25 anos.

A Prefeitura vai oferecer ‘tarifa zero’ para os 15 mil potenciais usuários tijucanos-do-sul. Atualmente, o serviço concessionado tem tarifa que custa entre R$ 3,50 e R$ 5.

O secretário municipal de Administração de Tijucas do Sul, Hélio Marcos de Oliveira, ao jornal Gazeta do Povo, explicou com simplicidade a “mágica” que possibilitou a tarifa zero:

“Para manter o preço atual da tarifa, teríamos que subsidiar um pouco. Entre isso e deixar a tarifa gratuita, decidimos investir um pouco mais e adotar a tarifa zero”.

Ou seja, o município eliminou o agenciamento que a máfia do transporte coletivo vinha fazendo o qual come um “subsídio” danado há 25 anos.

Se a tarifa zero no transporte público é possível num pequeno município, como comprovou Tijucas de Sul, também o é nos grandes municípios. No caso de Curitiba, pela quantidade de usuários, o custo da operação tende a ser menor, ou seja, a tarifa gratuita seria ainda mais crível na capital de todos os paranaenses.

O diabo é que a Prefeitura de Curitiba não almeja desvencilhar-se da máfia que domina o setor há décadas. Pelo contrário. As empresas de ônibus são peças-chave no financiamento de campanhas eleitorais.

Portanto, mesmo sob cerco da tarifa zero na região metropolitana, a Curitiba de Gustavo Fruet deverá resistir à gratuidade.

Em várias cidades do Paraná e do Brasil já se adota a ‘tarifa zero’ com grande sucesso de crítica e público.

Está aí um belo tema para os debates nas eleições de 2016.

9 Comentários

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  1. tem gente que deveria ficar quieta para não passar vergonha, se um pequeno municipio com uma pequena arrecadação e com poucos usuarios e poucas linhas consegue realizar tarifa zero, por que uma grande cidade, mas com uma grande arrecadação não pode fazer o mesmo. No meu modo de pensar é uma questão matematica, e claro de vontade politica e de não estar vendido aos tubarões do transporte publico. meus parabéns aos administradores de Tijucas do Sul, os dias atuais de nossa politica precisa de gente assim determinada a fazer algo de novo, pois do mesmo a gente já esta cansado.

  2. Tijucas do Sul tem suas particularidades, e alguns
    motivos que possibilitaram a tarifa “zero”, que não
    foram explicados nesta matéria, que aborda o assunto
    de forma superficial.
    Essa “gratuidade” será sustentável ao longo do
    tempo?
    A população inteira de Tijucas do Sul (16.000 hab.)
    cabe toda no estádio Couto Pereira, e ainda sobram
    + ou – 1.000 lugares.
    Fruet é ruim, é péssimo, é horroroso, etc., mas não
    o apearemos da prefeitura, com materiazinhas
    inconsistentes.

  3. quando o requião foi prefeito curitiba tinha até uma frota pública com o gustavo fruet os empresários fazem o quê querem e a urbs virou uma putaria generalizada a serviço dos empresários.

  4. Ha empresários do transporte público com contas na Suíça.Não sei se é só por segurança ou por sonegar mesmo.

  5. Sem dúvidas é uma inovação! Tomara que dê certo, o problema vai ser conter a politicagem!

  6. Mais: gratuidade só faz sentido com empresa estatal.Empresa recebendo o valor total da prefeitura e com a pressão do publico a justificar esse valor termina em triplicação do valor real do subsidio ou mais.

  7. Parabéns a Tijucas!

    Se não houvesse outros méritos na iniciativa haveria este: mostrar o custo real do transporte.

    Era uma vez uma prefeitura que pagava milionários subsídios baseados em um certo critério que era o quilometro rodado.E as empresas não tinham que demonstrar nada, nem mesmo faturamento ou
    quantas vezes se rodava a catraca no tal percurso, e colocava ônibus cada vez maiores e mais lotados.

    Ate que um dia mudou o prefeito.Este entrou na Justiça contra os valores acumulados em subsídios que já estavam em 31.000.000,00 atrasados.

    Eu não duvidaria se ne dissessem que com novas trocas de prefeito para uns iguais aos antigos que concordavam com tais critérios amigos das empresas, tenha-se feito algum acordo para 100.000.000 em partes iguais.Faz vinte anos e quem vai se lembrar?