Por determinação do STF, Moro perde jurisdição na investigação de Gleisi

Medida que beneficia senadora Gleisi Hoffmann, ao frear a extrapolação da Lava Jato, abre jurisprudência (precedente) para outros réus na operação do juiz Sérgio Moro que não tenham vínculo direto com a Petrobras; juristas já apelidaram as investigações de "Operação Fim do Mundo"; magistrado da 13ª Vara Federal de Curitiba estava avançando em casos da Caixa e do Ministério do Planejamento.

Medida que beneficia senadora Gleisi Hoffmann, ao frear a extrapolação da Lava Jato, abre jurisprudência (precedente) para outros réus na operação do juiz Sérgio Moro que não tenham vínculo direto com a Petrobras; juristas já apelidaram as investigações de “Operação Fim do Mundo”; magistrado da 13ª Vara Federal de Curitiba estava avançando em casos da Caixa e do Ministério do Planejamento.

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF),  retirou a investigação contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) da jurisdição do juiz federal Sérgio Moro.

Teori encaminhou o processo sobre suposto repasse de dinheiro da Consist Software para pagamento de despesas da senadora e do ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que vai redistribuí-lo.

No entendimento de Teori Zavascki, as suspeitas levantadas pela Polícia Federal e pelo juiz Sérgio Moro não têm relação direta com as investigações da Petrobras.

Para juristas ouvidos pelo Blog do Esmael, o “freio” do STF é importante porque senão a Lava Jato, comandada pela 13ª Vara Federal de Curitiba, vai se transformar na “Operação Fim do Mundo” — que não termina nunca.

A senadora Gleisi Hoffmann, ao Blog do Esmael, nesta segunda-feira (14), voltou a afirmar que não cometeu nenhum ilícito. “Vou verificar essa decisão do STF, mas a injusta acusação contra mim não tem sequer amparo legal”.

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