Em tempo recorde, TJPR suspende ação contra primo de Beto Richa

Publicado em 15 setembro, 2015
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Chamou a atenção das comunidades jurídica e política a celeridade com que desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) julgaram a suspensão da ação penal que tramita contra o lobista Luiz Abi Antoun, primo do governador Beto Richa (PSDB), réu na Operação Voldemort, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço policial do Ministério Público do Paraná.

O pedido do parente do governador começou a tramitar no TJPR em junho e, entre idas e vindas,  foi julgado procedente por 9 desembargadores do Órgão Especial. O acórdão da decisão foi publicado ontem (14) pela Justiça do Paraná. O trâmite durou menos de três meses, portanto.

A título de comparação, o ex-secretário da Educação, Maurício Requião, aguarda há quatro anos o julgamento de um ‘mandado de segurança’, no mesmo Órgão Especial do TJPR, que poderia devolver a ele o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Para quem não se recorda, o irmão do ex-governador e senador Roberto Requião (PMDB) perdeu a indicação como conselheiro no TCE em virtude de nepotismo. No entanto, o Ministério Público deu parecer favorável à recondução de Maurício, mas, para isso, o “célere” Órgão Especial precisa colocar a demanda em votação.

O último lance acerca da recondução de Maurício Requião culminou com uma representação na corregedoria do TJPR contra o desembargador Antônio Loyola Vieira. O magistrado, que é relator do processo, sentou em cima e protelou a apreciação da matéria o quanto pôde. Agora, pressionado, ele pautou a discussão para a próxima segunda-feira (21).

Volto à vaca fria, ou seja, ao caso de Luiz Abi Antoun, o famigerado primo de Beto Richa.

Coube ao desembargador D’Artagnan Serpa Sá defender a paralisação da ação penal que também beneficiou a secretária da Administração, Dinorah Botto Portugal Nogara. Antes da magistratura, porém, nos anos 80, Serpa Sá era tenente da PM e atuava como segurança do então governador José Richa, pai do atual governador Beto Richa, de quem é amigo há mais de 3 décadas.

Moral da história: quem tem padrinho não morre pagão! Isso, não tem auxílio-moradia que pague!

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