Por Esmael Morais

EUA estão preparados para castigar a Venezuela, ameaça Kerry

Publicado em 12/03/2014

Segundo Kerry, o governo de Barack Obama confia na pressão de outros no continente! para que a Venezuela aceite a proposta de mediação com um terceiro elemento — defendida pela oposição e negada por Maduro. Acreditamos que é hora da OEA e dos países da região assumirem um papel mais ativo! frente à  situação venezuelana e que instem o governo a deixar de demonizar seus opositores!, continuou.

Há quatro dias, o Brasil, outros 28 países do continente americano se manifestaram contrários à  sugestão do envio de uma missão da OEA à  Venezuela. Somente EUA, Canadá e Panamá votaram a favor da resolução.

Em sua fala, o secretário de Estado acusou a Venezuela de usar os EUA como carta política! para distrair o mundo dos assuntos internos do país. Lamento que nos tenham transformado em um pretexto, porque de fato tentamos nos aproximar e oferecemos um caminho alternativo”, disse. Kerry ainda citou o falecido presidente Hugo Chávez, dizendo que essa atitude venezuelana vem da tradição de Chávez, que fez essa jogada por anos!. De acordo com ele, Maduro tem muitos desafios internos e vem tentando imitar Chávez, sem sucesso!.

Biden

A pressão norte-americana contra o governo de Maduro recebeu reforço com declarações dadas no domingo (09/03) pelo vice-presidente dos EUA, Joseph Biden, que afirmou que a “situação da Venezuela é alarmante” e que o governo tem a obrigação de “respeitar os direitos universais”.

“A situação na Venezuela me lembra o passado, quando homens fortes governavam usando a violência e a opressão; e os direitos humanos, a hiperinflação, a escassez e a extrema pobreza causavam estragos nos povos do hemisfério”, afirmou.

Maduro respondeu dizendo que as declarações eram uma agressão! à  Venezuela. “Por que Joe Biden ataca a Venezuela ao chegar ao Chile? Porque sabe que se apagou o golpe de Estado ‘guarimbero’, e quer animar os golpistas. Porque sabe que foram derrotados na OEA e quer se vingar”, frisou Maduro.

Em entrevista à  rede CNN, Maduro pediu a Obama que respeite seu país e a região para não entrar em um “beco sem saída” na Venezuela e no conjunto da América Latina e o convidou a estabelecer “novos níveis de relação”.

“O que fariam os EUA, o que aconteceria nos EUA se algum grupo dissesse que vai incendiar os EUA para que Obama saia, para que renuncie, para mudar o governo constitucional dos EUA. Seguramente o Estado reagiria, utilizaria toda a força da lei para restabelecer a ordem”, disse o presidente venezuelano.