Antipetismo de direita em festa com apagão, cubana e Pizzolato

Publicado em 5 fevereiro, 2014
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do Brasil 247

Além da deserção da médica cubana Ramona Rodriguez e da prisão do petista de carteirinha Henrique Pizzolato, na Itália, queda de ações da Petrobras na Bolsa e repercussões do apagão energético em seis Estados esboçaram quadro de inferno astral para partido e o governo; na véspera, o ex-presidente da Câmara João Paulo foi preso na Papuda, para deleite de adversários como o ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson, que prossegue solto e em tranquilidade; até o DEM, amuado há meses, voltou a sorrir ao abrigar a dissidente da ilha de Fidel; no ano eleitoral, más notícias para a esquerda fazem a festa da direita.
Além da deserção da médica cubana Ramona Rodriguez e da prisão do petista de carteirinha Henrique Pizzolato, na Itália, queda de ações da Petrobras na Bolsa e repercussões do apagão energético em seis Estados esboçaram quadro de inferno astral para partido e o governo; na véspera, o ex-presidente da Câmara João Paulo foi preso na Papuda, para deleite de adversários como o ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson, que prossegue solto e em tranquilidade; até o DEM, amuado há meses, voltou a sorrir ao abrigar a dissidente da ilha de Fidel; no ano eleitoral, más notícias para a esquerda fazem a festa da direita.
No calendário dos anti-petistas, a quarta-feira 5 merece ser assinalada com uma estrela dourada !“ ou marca equivalente que signifique um dia especialmente feliz. Praticamente espetacular. Não é mesmo para menos. Enquanto na Itália era preso o foragido Henrique Pizzolato !“ um dos quadros mais poderosos do PT nos tempos do governo Lula –, em Brasília a médica cubana era recebida no gabinete da liderança do DEM, na Câmara dos Deputados, com honras de primeira exilada de uma potencial fila para dar volta em quarteirão. O deputado Ronaldo Caiado apressou-se em dizer que todos o que quiserem se colocar em formação, sem exceção, serão bem-vindos.

No campo da economia, a quarta 5 registrou nova queda das ações da Petrobras, que anunciou o adiamento da divulgação do balanço da companhia. E as explicações técnicas para o apagão energético ocorrido na véspera em seis Estados não convenceram de que, no atual quadro de estiagem, com elevação da temperatura e de consumo, não vá ocorrer novamente.

A mídia tradicional e familiar, que vem ampliando os espaços para a cobertura da crise econômica entre os países emergentes, terá muito assunto para tratar. Uma cobertura que aponta, na luta de muitos rounds em torno da eleição presidencial, para uma semana inteira que os petistas não gostarão de lembrar.

Entre os presidenciáveis da oposição, Aécio Neves, do PSDB, aprovou o apagão para bater duro na política energética do governo. Pelo PSB, Eduardo Campos, um dia antes, aumentara em vários graus o tom de suas críticas ao governo, atacando especialmente o toma-lá-dá-cá de troca de cargos por apoio político.

Até a quarta 5, o sucesso das vaquinhas feitas pelo PT para José Genoino e Delúbio Soares, que arrecadaram somas superiores à s multas aplicadas pelo STF, emprestaram à  militância um sopro de ar vitorioso sobre as adversidades. Mas a chuva de confetes e serpentinas que irrigou os ânimos dos anti-petistas na quarta 5 nem espaço houve para a deterimação judicial de trabalho para José Dirceu. Ele terá de esperar, para regalo dos adversários de seu partido.

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