Por Esmael Morais

Campos promete entregar hoje cargos do PSB a Dilma. Ele se diz candidato. Será?

Publicado em 18/09/2013

O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, afirmou que “o partido está constrangido com as ameaças que vêm sendo feitas por intermédio dos jornais! sobre as pressões que o PT estaria fazendo para que a presidente Dilma retomasse os cargos que estão com o PSB. Para evitar que parta de Dilma o pedido dos cargos, o PSB se antecipará ao governo e desembarcará da gestão petista.

Segundo o jornalista Josias de Souza, de todos os caciques presentes à  reunião desta terça, só o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, defendeu o adiamento da retirada. Mas mesmo ele, ao perceber que ficara vencido, associou-se à  maioria. Defensores do apoio do PSB à  candidatura reeleitoral de Dilma, os irmãos cearenses Cid e Ciro Gomes podem se opor à  entrega dos cargos. Nessa hipótese, tendem a ficar isolados. E podem até ser convidados a deixar o partido.

O ato desta quarta é o aceno mais vigoroso de uma candidatura de Campos a presidente, embora ele negue. “A decisão sobre o debate sucessório só ocorrerá em 2014. Essa é uma decisão tomada pelo partido lá atrás e será cumprida”, afirmou. No entanto, sem as limitações que a presença no bloco do governo representa, a tendência é que o governador de Pernambuco se posicione ainda mais em contraponto ao governo da presidente Dilma.