11 de dezembro de 2015
por esmael
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Retrato antidemocrático: Ao abraçar o golpe, PSDB despreza a História

do Brasil 247

O que restará do PSDB daqui a 50 anos, quando a imagem acima, registrada ontem, em Brasília, pelo fotógrafo Valter Campanato, tiver se transformado apenas num retrato amarelado, perdido no tempo?

Nela, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que já foi chamado de “príncipe dos sociólogos” brasileiros, senta no trono de sua vaidade e aparece ladeado por alguns políticos tucanos.

No canto direito de “Deus-pai”, quem demonstra maior intimidade é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), hoje presidente nacional do PSDB. À esquerda, mais contidos, aparecem três governadores: Geraldo Ackmin, de São Paulo, Simão Jatene, do Pará, e Beto Richa, do Paraná. Todos hoje atravessam vales de impopularidade – Richa desde que sua polícia agrediu professores e Alckmin desde que sua PM agrediu estudantes.

No encontro de ontem, todos posaram para a História. Os tucanos, numa reunião da executiva nacional, fecharam apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Um impeachment que é um golpe contra a democracia brasileira por uma razão muito simples. Embora seja um processo político, previsto na Constituição, o impeachment não prescinde de um crime de responsabilidade. E os tucanos são incapazes de apontar o crime cometido por Dilma. Falam em ‘pedaladas fiscais’, mas sabem que nem as contas de 2014 – de um mandato anterior, diga-se de passagem – nem as de 2015 foram julgadas pelo Congresso Nacional, que é quem tem o poder legal de dizer se houve ou não descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Assim, um partido que já foi considerado um celeiro de intelectuais, decidiu se colocar contra a democracia e contra as forças organizadas da sociedade brasileira. Em defesa de Dilma, já se posicionaram os principais juristas do País – incluindo nomes à esquerda, como Celso Bandeira de Mello, e à direita, como Claudio Lembo –, os artistas, os intelectuais, os reitores das principais universidades e entidades representativas, como a União Nacional dos Estudantes e a Ordem