14 de Fevereiro de 2018
por esmael
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O judiciário está nu!

“Toda nudez será castigada”, premonizou certa feita o dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues. De repente, não mais que de repente, não é que o judiciário ‘ficou nu’ e precisa se explicar à opinião pública –ou seria opinião publicada? — sobre privilégios e prebendas? Leia mais

25 de Janeiro de 2018
por esmael
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Uma sentença contra uma geração

O cientista político Rudá Ricci, em artigo especial, critica a decisão do TRF4 que condenou ontem (24) a 12 anos e um mês de prisão o ex-presidente Lula. Para ele, foi uma sentença contra uma geração. Ricci escreve que o governo Lula cometeu vários erros em nome do racionalismo, mas cometeu vários acertos. “Para minha geração, tenho a impressão, o maior acerto foi combater a pobreza e a fome.” Leia mais

13 de novembro de 2016
por esmael
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O fim da política

fim_da_politicaEm 1992, o historiador norte-americano Francis Fukuyama havia decretado o fim da história. Agora, 24 anos depois, a Lava Jato (leia-se o juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol) implicitamente declara o fim da política.

11 de dezembro de 2015
por esmael
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Retrato antidemocrático: Ao abraçar o golpe, PSDB despreza a História

do Brasil 247

O que restará do PSDB daqui a 50 anos, quando a imagem acima, registrada ontem, em Brasília, pelo fotógrafo Valter Campanato, tiver se transformado apenas num retrato amarelado, perdido no tempo?

Nela, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que já foi chamado de “príncipe dos sociólogos” brasileiros, senta no trono de sua vaidade e aparece ladeado por alguns políticos tucanos.

No canto direito de “Deus-pai”, quem demonstra maior intimidade é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), hoje presidente nacional do PSDB. À esquerda, mais contidos, aparecem três governadores: Geraldo Ackmin, de São Paulo, Simão Jatene, do Pará, e Beto Richa, do Paraná. Todos hoje atravessam vales de impopularidade – Richa desde que sua polícia agrediu professores e Alckmin desde que sua PM agrediu estudantes.

No encontro de ontem, todos posaram para a História. Os tucanos, numa reunião da executiva nacional, fecharam apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Um impeachment que é um golpe contra a democracia brasileira por uma razão muito simples. Embora seja um processo político, previsto na Constituição, o impeachment não prescinde de um crime de responsabilidade. E os tucanos são incapazes de apontar o crime cometido por Dilma. Falam em ‘pedaladas fiscais’, mas sabem que nem as contas de 2014 – de um mandato anterior, diga-se de passagem – nem as de 2015 foram julgadas pelo Congresso Nacional, que é quem tem o poder legal de dizer se houve ou não descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Assim, um partido que já foi considerado um celeiro de intelectuais, decidiu se colocar contra a democracia e contra as forças organizadas da sociedade brasileira. Em defesa de Dilma, já se posicionaram os principais juristas do País – incluindo nomes à esquerda, como Celso Bandeira de Mello, e à direita, como Claudio Lembo –, os artistas, os intelectuais, os reitores das principais universidades e entidades representativas, como a União Nacional dos Estudantes e a Ordem

15 de Maio de 2015
por esmael
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Jornalista Sylvio Sebastiani lança DVDs sobre a história política do Paraná

sylvioO veterano jornalista Sylvio Sebastiani, 85 anos, lança nesta sexta-feira (15), às 19 horas, na Câmara dos Vereadores de Curitiba, dois DVDs sobre a história política do Paraná. São mais de quatro horas de relatos sobre os bastidores da política paranaense em 60 anos de narrativas.

Cidadão honorário de Curitiba, Sebastiani foi um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em 1966.

“Os DVDs têm tudo para que as pessoas possam entender a história política do Paraná. Nada me disseram ou eu li, só relato aquilo que participei. Tudo é verdadeiro, com provas”, disse o autor. “É importante que a juventude saiba o que aconteceu nos governos passados” completou.

22 de novembro de 2014
por esmael
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Coluna do Ricardo Gomyde: Salve o Almirante Negro!

almirante_gomyde.jpgRicardo Gomyde*

No dia 22 de novembro de 1910 iniciou-se o levante conhecido como “Revolta da Chibata”. Diversos marinheiros brasileiros assumiram o comando das mais importantes embarcações do país: o cruzador Bahia e os encouraçados Minas Gerais, São Paulo e Deodoro e posicionaram-se na Bahia da Guanabara, Rio de Janeiro, apontando seus canhões para a cidade. Pouco tempo antes, em 1888 a escravidão foi abolida, mas ainda persistiam seus reflexos. Na marinha, persistam as punições por açoite de chibatas, o que não era mais aceito pelos marinheiros que cobravam da recente república e do presidente Hermes da Fonseca o seu fim. Leia mais

11 de outubro de 2014
por esmael
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Coluna do Gomyde: Quando penso no futuro, não esqueço do passado

Ricardo Gomyde*

A sabedoria popular consagrou a verdade de que não se decide pelo futuro sem pensar no passado. Nessa fase final das eleições presidenciais, esse sábio conselho ganha ainda mais importância. Afinal, o Brasil estará simplesmente dizendo se quer o progresso ou o retrocesso. A opção pelo progresso está aí, aos olhos de todos !” como venho apontando aqui neste espaço. Já o retrocesso não é tão visível. Para vermos melhor a sua face precisamos fazer um breve passeio pelo tempo, voltando precisamente ao ano de 1993, quando a proposta de governo do PSDB ganhou sujeito, predicado e objeto direito.

Naquele ano ocorreu a nomeação de Fernando Henrique Cardoso (FHC) para o cargo de ministro da Fazenda. O presidente da República, Itamar Franco, estava sob pressão de setores conservadores que exigiam a aplicação de programa econômico mais radical. A posse de FHC foi saudada até por ninguém menos que o secretário de Estado norte-americano, Warrem Cristopher, que ligou para parabenizar o novo ministro. Ele chegou dizendo que precisava botar a casa em ordem!. Isso não significa intervenção no mercado!, ressaltou. Estava dada a senha.

O novo ministro afirmou que não reduziria os juros, que não alteraria o Programa Nacional de Desestatização !” ele manteve o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como comitê de administração das privatizações até o último dia do seu governo, em 31 de dezembro de 2002 !” e que não incluiria em sua política econômica qualquer item de política social, chamada por ele de populismo!. Dias terríveis aguardavam a nação.

Investida contra o Estado

A arrumação da casa! começou com o chamado Plano Verdade!, que consistia basicamente em arrochar investimentos públicos. Os direitos sociais e trabalhistas eram o principal alvo. A primeira investida de FHC contra os trabalhadores foi a ferrenha oposição à  lei salarial aprovada pelo Congresso Nacional. Para ele, o reajuste mensal era uma esquisitice que serve de âncora para a taxa de inflação!.

Em 1994, FHC seria o principal personagem do país. Já em janeiro, ele ocupou a televisão para pressionar o Congresso Nacional a aprovar seu programa econômico e iniciar sua indisfarçável campanha à  Presidência da República. Logo após lançar o Plano Real!, ele deixou o Ministério da Fazenda para oficializar sua candidatura. O trator neoliberal não poupava ninguém. Nem o presidente da República, Itamar Franco, que ousou opinar sobre algumas medidas anunciadas pela equipe econômica.

A mídia atacou Itamar violentamente quando ele disse que o Congresso Nacional deveria regulamentar o artigo da Constituição que determina o limite de 12% ao ano para a taxa de juros !” antevendo o estrago que a turma de FHC promoveria. O presidente, no entanto, já era quase uma voz isolada no país. Mas logo se veria que sua preocupação tinha razão de ser !” no primeiro dia útil do Real, a taxa de juros, puxada pelo Banco Central (BC), disparou, chegando aos 12%. Até o fim da era FHC!, o país nunca mais viu juros abaixo deste patamar. Um ano depois, já estava em 60%. O passo seguinte seria a investida contra o Estado !” abrangendo a União, os estados e municípios. O estrago que a confraria neoliberal promoveria no país estava apenas começando.

São Francisco de Assis

Com toda essa mobilização conservadora, o neoliberalismo venceu as eleições !” ganhadas por FHC já no primeiro turno. O novo presidente agregou em sua pasta figuras notórias do conservadorismo econômico brasileiro !” classificadas por ele como notáveis! !” e promoveu um festival de arbitrariedades assim que a poeira da posse abaixou.

A pretexto de domar a inflação, uma necessidade que unia o país, ele deu sinal verde para o Banco Central fazer dos juros astronômicos a âncora da estabilidade, promovendo uma verdadeira orgia financeira à s custas no arrocho da produção (gerando desemprego elevadíssimo), dos serviços sociais (saúde, educação e segurança, basicamente) e dos direitos dos trabalhadores. Tudo isso amarrado por um pacote para escorar o Plano Real! e descarregar mais um pouc