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Defesa Civil coloca o Paraná em alerta vermelho para temporais

A Defesa Civil do Paraná colocou o estado em alerta vermelho para tempestades severas entre a tarde de quarta-feira, 4 de novembro, e o início da manhã de quinta-feira, 5. O alerta vermelho é o nível mais alto da escala do órgão e indica risco muito alto, com impactos consideráveis nas localidades atingidas.

Segundo o boletim do gabinete de gestão de riscos da Defesa Civil, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) prevê chuva forte em curto espaço de tempo, rajadas de vento pontualmente severas, descargas elétricas e granizo. O cenário pode provocar queda de galhos e de árvores, alagamentos, destelhamentos, danos em plantações e redução da visibilidade nas estradas.

Nesta terça-feira, 3 de novembro, um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica entre o Paraguai e o Norte da Argentina e aumenta o transporte de umidade. A instabilidade favorece pancadas de chuva forte entre a tarde e a noite e na madrugada de quarta. As áreas de maior risco ficam próximas à divisa com Santa Catarina e no Leste do Paraná.

Na quarta-feira, o sistema ganha força com o avanço de uma frente fria pelo Sul do país e com o transporte de calor e umidade da Amazônia. O boletim aponta ambiente favorável “para a formação e manutenção de muitas tempestades severas, especialmente a partir da tarde da quarta-feira”. Há potencial para alagamentos e destelhamentos em massa.

O levantamento classifica como risco muito alto uma faixa que inclui Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Umuarama, Campo Mourão e União da Vitória. Curitiba, Paranaguá, Londrina, Maringá e Paranavaí aparecem na faixa de risco alto. A classificação indica o potencial de gravidade, não a certeza de que todos os fenômenos vão ocorrer em cada cidade.

O alerta alcança um estado que ainda contabiliza os estragos do temporal de 2 de novembro. Maringá registrava 363 ocorrências de queda de árvores, 47 equipes municipais mobilizadas e mais de 600 famílias atendidas com lonas, segundo o balanço da Prefeitura. A Copel informou que mais de 450 profissionais trabalham na cidade e que outras 40 equipes chegariam nesta terça-feira, 3. Dos cerca de 220 cruzamentos semaforizados, apenas sete tinham o funcionamento restabelecido. A Sanepar trabalhava para recuperar o abastecimento de água. Ao menos 24 municípios paranaenses ainda contabilizavam estragos.

Em Curitiba, uma árvore inteira da espécie bougainvillea caiu na Praça Rui Barbosa, onde fica o principal terminal de ônibus da capital e da Região Metropolitana. A queda foi no domingo, 1º de novembro, e expôs o estado da raiz. A Prefeitura de Curitiba informou que o arbusto se rompeu na base, que o peso da copa pode ter contribuído e que as condições climáticas do fim de semana, somadas ao acúmulo de chuvas, serão avaliadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. As árvores da praça passaram por avaliação técnica em julho.

A orientação da Defesa Civil e do Simepar é acompanhar os avisos meteorológicos e evitar permanecer perto de árvores, postes e estruturas que possam ser atingidas por rajadas de vento. Em caso de chuva intensa, a recomendação é não atravessar áreas alagadas. A população pode receber alertas gratuitos por SMS enviando o CEP da residência para o número 40199.

O ciclone extratropical deve se formar na costa da Região Sul na quinta-feira, 5, acompanhado de uma nova frente fria. Na sexta-feira, 6, a tendência é de diminuição das instabilidades no Paraná, com o afastamento do sistema em direção ao oceano, mas ainda com possibilidade de pancadas isoladas de chuva.

Acompanhe a previsão e os alertas no Blog do Esmael.