30 de julho de 2016
por Esmael Morais
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Contra machismo, Justiça obriga IstoÉ dar direito de resposta a Dilma

dima_istoe_respA juíza Tatiana Dias da Silva, da 18ª Vara Cível de Brasília, deu ganho de causa à presidenta Dilma Rousseff, reconhecendo o direito de resposta que a revista será obrigada a conceder. Leia mais

2 de abril de 2016
por Esmael Morais
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Ivana Bentes: #IstoÉMachismo

Um ataque as Mulheres! É um acinte, um desrespeito e uma violência contra todas as mulheres a capa da Revista IstoÉ com um texto vexaminoso, utilizando todos os estereótipos e adjetivos machistas e misóginos, para desqualificar uma mulher na Presidência do Brasil!

A estratégia da revista é a mesma utilizada no vazamento contra Lula, que expunha sua fala informal em telefonemas privados usados para desclassificá-lo moralmente.

Mas com Dilma Rousseff é ainda pior, mais escandaloso, sexista e intolerável. É um ataque e um texto que ultrapassa qualquer ética jornalistica, com aspas sem nenhuma fonte!

Vendo o impeachment balançar na correlação das forças políticas, com uma reação vigorosa nas ruas do Brasil e na mídia internacional, a revista IstoÉ parte para uma desqualificação psicológica e emocional da Presidenta da República, que teria “perdido o equilíbrio e as condições emocionais para conduzir o país” e é descrita (sem fontes identificadas) como uma desequilibrada, histérica, furiosa e a beira de um ataque de nervos e propensa a atos violentos!

Trata-se de um ataque genérico de um jornalismo covarde (“fontes do Palácio do Planalto”) que usa aspas fantasmas (ninguém é citado!) para demolir sua reputação com base no ódio as mulheres que ocupam espaços de poder e nos clichês que descrevem uma mulher histérica, desequilibrada, destemperada, com “crises nervosas” sendo “medicada” para aplacar seus rompantes e acessos de violência e histeria.

O texto é uma peça de como a mídia passa a usar da pessoalização, de argumentos e análises extra política para demolir a pessoa, o caráter, construindo um personagem de ficção em que a Presidenta é comparada com “Maria, a Louca”, uma “autista” com uma retórica “cretina” e cuja permanência significa uma ameaça de “volta do terror”(!)

Passam de um estereótipo, “a gerentona masculinizada” , para outro: o da mulher acuada e descontrolada que responde a um ataque político não com articulação, atos, ações e discursos, mas como uma mulher histérica e furiosa quebrando móveis!

Os adjetivos utilizados para desqualificar a Presidenta mulher fazem parte de um extenso vocabulário moral, científico, médico e psicanalítico de destituição do feminino como Leia mais