27 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Luiz Claudio Romanelli: O cooperativismo está salvando a lavoura

Luiz Claudio Romanelli*

“O que eu faço é simples: ponho pão nas mesas e compartilho-o”
Madre Teresa de Calcutá

Mesmo a contragosto de setores da oposição ou daqueles que apostam no quanto pior melhor, o Paraná tem o melhor exemplo de um setor que parece desconhecer a crise ao ampliar os investimentos que proporcionam mais empregos e renda, e mantêm parte considerável da economia em franco desenvolvimento.

Estou falando do agronegócio e das cooperativas agrícolas paranaenses que continuam salvando a balança comercial brasileira com os sucessivos saldos positivos, livrando o PIB nacional de índices negativos ou que não atinja o volume morto como aponta a metáfora do ex-presidente Lula. Não é a toa que o PIB paranaense é sempre superior ao brasileiro.

Alguns fatores explicam o grande impulso das cooperativas na última década e que têm o ambicioso projeto de dobrar de R$ 50,9 bilhões para R$ 100 bilhões o faturamento nos próximos cinco anos e crescer numa média de 12% ao ano. Eu aponto quatro fatores: a própria organização eficaz e dinâmica de todo sistema, a rede de cooperados espalhados pelo estado e que inclui pequenos produtores, o ambiente favorável à produção de alimentos em grande escala, a própria cultura agrícola que se criou por décadas no Paraná e o suporte e apoio do Estado neste setor que representa 77% das exportações paranaenses.

Da parte do Estado, o exemplo claro está nas linhas de créditos abertas pelo BRDE e que financiaram mais de R$ 852 milhões somente neste primeiro semestre às cooperativas e aos produtores. São nada menos que R$ 575 milhões às cooperativas e mais de R$ 277 milhões aos produtores rurais. Os financiamentos, em sua maioria, foram para projetos de investimento, principalmente, em armazenagem, suinocultura, avicultura, produção de leite e agregação de valor à produção no campo.

O Paraná tomou ainda diversas medidas para o fortalecimento do setor, entre elas, a criação da Agência de Defesa Agropecuária, a construção de 10 mil casas rurais e a recuperação e modernização de três mil quilômetros de estradas rurais com o programa Patrulha do Campo. O Estado também já formalizou parceria com a iniciativa privada que resultam em R$ 1 bilhão em obras rodoviárias, recuperação de estradas, construção de pontes e de outras obras que atendem o escoamento da produção. No programa de incentivos fiscais do governo, nove cooperativas foram incluídas e estão investindo outros R$ 924,4 milhões no interior do Estado.

De um segmento considerado primário há poucos anos, baseado quase exclusivamente na produção de grãos e de carne, a atividade está ligada à agropecuária que responde hoje por 9% do PIB paranaense e a participação sobe para 35% quando se leva em conta toda a cadeia de produção, que inclui a industrialização e outros serviços como logística e transporte. No Ipardes é o setor que registrou um crescimento de 5,9% no primeiro semestre de 2015.

Traduzindo em outros números. O Paraná tem 240 cooperativas, a maioria está no campo, que têm 900 mil cooperados e geram 1,6 milhão de empregos. Já o impulso projetado para os próximos cinco anos se justificam na média de crescimento anual de 15,9% anual entre 2010 e 2014. As cooperativas representam 80% do faturamento total do setor e devem chegar em 2020 com um montante de R$ 80 bilhões em receitas.

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27 de abril de 2014
por Esmael Morais
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Temendo protesto, Richa abre hoje congresso de trabalhadores em Cascavel

Há duas semanas, em Cascavel, Beto Richa foi "homenageado" com faixas seguradas por servidores comissionadas da Prefeitura e do Governo do Paraná que se faziam passar por professores; em março, também na cidade, o governador precisou sair pelas portas dos fundos para evitar protesto de educadores; neste domingo (27), o tucano volta à s terras cascavelenses para congresso de trabalhadores em cooperativas, contrariando sua assessoria, que teme hostilização ao tucano; a educação entrou hoje no quinto dia de greve no Paraná.

Há duas semanas, em Cascavel, Beto Richa foi “homenageado” com faixas seguradas por servidores comissionadas da Prefeitura e do Governo do Paraná que se faziam passar por professores; em março, também na cidade, o governador precisou sair pelas portas dos fundos para evitar protesto de educadores; neste domingo (27), o tucano volta à s terras cascavelenses para congresso de trabalhadores em cooperativas, contrariando sua assessoria, que teme hostilização ao tucano; a educação entrou hoje no quinto dia de greve no Paraná.

O governador Beto Richa (PSDB) ignorou recomendações de sua assessoria e voltou a pôr o pé na estrada neste domingo (27), independente de um desfecho para a greve dos educadores que hoje entrou no quinto dia. O Palácio Iguaçu teme protestos dos grevistas no interior do estado. ... 

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