A Executiva Nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT) aprovou em 6 de novembro de 2026 o ingresso do partido na federação com Solidariedade, PRD e Avante. A deliberação foi referendada pelo Diretório Nacional e traz um indicativo favorável à inclusão do Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Com a decisão, os partidos encaminharão ao Tribunal Superior Eleitoral o pedido de ampliação da federação. O nome e o estatuto da associação serão atualizados depois. O processo permitirá que as quatro siglas, em conjunto, superem a cláusula de barreira e tenham acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita em rádio e televisão.
A cláusula de barreira exige que o partido obtenha ao menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara dos Deputados, com um mínimo de 1,5% em pelo menos nove unidades da Federação, ou eleja ao menos 13 deputados federais distribuídos por nove unidades. Quem fica abaixo não perde o mandato nem fecha a legenda, mas perde acesso ao fundo e ao tempo de propaganda.
PDT, Avante, Missão e a federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, ficaram abaixo dos requisitos nas eleições de 2026, segundo apuração do Blog do Esmael. A federação é a saída para voltar a cumprir a regra sem fusão e sem perda de identidade partidária.
Antes da ampliação, o TSE tinha cinco federações registradas: PT-PCdoB-PV, PSDB-Cidadania, PSOL-Rede, PRD-Solidariedade e União Brasil-PP. PDT e Avante entram justamente na federação que já reúne PRD e Solidariedade. O grupo amplia o bloco no Congresso e passa a disputar espaço nas negociações de bancada.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que a federação preserva a história do trabalhismo, garante a independência administrativa dos partidos e fortalece a atuação das bancadas. “A federação potencializará os partidos, incluindo nossos deputados e senadores, na defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro”, disse.
O partido também quer atrair o PSB. Lupi afirmou que as negociações continuarão. A inclusão do PSB ainda depende de negociação entre as direções. Se o PSB entrar, a federação passa a reunir cinco siglas.
Para o eleitor, a mudança mexe com o dinheiro público do Fundo Partidário, com o espaço de propaganda e com as alianças que serão montadas nas próximas eleições. A federação dura pelo menos quatro anos e obriga os partidos a atuar juntos em todo o país.
Os bastidores da federação e o efeito no tabuleiro eleitoral estão no Blog do Esmael.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.



