13 de novembro de 2015
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Beto Richa mente e continua fechando escolas, denunciam educadores


O governador Beto Richa (PSDB) sentiu a força da mobilização de professores e das comunidades escolares e anunciou que o governo havia desistido de fechar escolas e turmas escolares. Era mentira, segundo educadores ouvidos pelo Blog do Esmael, pois, na prática, a decisão foi mantida e o tucano continua programando a junção de escolas e o fechamento de turmas já para o início de 2016.

Portanto, a “suspensão” do fechamento de escolas foi de “faz de conta” para desmobilizar a comunidade. Ou seja, Richa até pode cantarolar aquela tese quase infantil “enganei um bobo na casca do ovo…”.

Veja o caso do Colégio Victor do Amaral, no Bairro Hauer, em Curitiba. Segundo o plano inicial, o Colégio passaria a dividir as instalações com o Colégio Gottlieb Müller, no Bairro Boqueirão. Agora, a intenção do governo é de que o CEEBJA Maria Deon de Lira passe a funcionar nas dependências do Colégio Victor do Amaral.

O motivo é o aluguel do CEEBJA Maria Deon de Lira, que o governo não paga há mais de um ano, forçando uma ação de despejo. Aliás, calote em aluguéis é uma prática generalizada no governo Richa.

O Blog do Esmael já noticiou que diversos órgãos do governo passam pelo mesmo problema. São Agências do Trabalhar, Agências da Copel, Sanepar, Detran, delegacias, além de dezenas de escolas, cujos proprietários dos imóveis estão a ver navios há muito tempo.

Na questão do Colégio Victor  do Amaral, os professores e a comunidade prometem resistir. Para semana que vem estão programadas uma assembleia da comunidade escolar e uma manifestação na Avenida Floriano Peixoto.

Acontece que o prédio não comporta duas instituições tão diferentes. O CEEBJA é uma escola de adultos, por isso, os estudantes têm liberdade para entrar e sair a qualquer hora. Já o Colégio Victor do Amaral têm estudantes de ensino fundamental e médio, que ficam sob responsabilidade da instituição e têm horas certas para entrar e sair.

Além disso, o Colégio Victor do Amaral terá diversas turmas fechadas já no ano que vem. As turmas iniciais, de 6° ano do ensino fundamental e 1° ano do ensino médio, não deverão ser ofertadas no ano de 2016. Serão pelo menos onze turmas a menos. Essa decisão deve provocar o fechamento completo da escola em cerca de quatro anos.

E não há como o governo argumentar que as turmas serão fechadas por ociosidade, pois a procura por matrículas é grande. Com o fechamento das turmas os estudantes vão ter que se locomover até outro bairro, alguns quilômetros distante do atual.

Este caso demonstra o que muita gente já suspeitava. Beto Richa jamais desistiu de fechar escolas. O plano do governador é destruir a carreira do magistério, contratando professores por organizações sociais, e privatizando a gestão escolar. Mas como a resistência foi forte, o plano foi adiado, e será executado de maneira mais discreta.

O final do ano e o “recesso” escolar se aproximam. Quando os professores e estudante estiverem em seu merecido descanso será o momento perfeito para o governador e sua equipe colocarem em prática todas as maldades que as mobilizações conseguiram reverter. Com as escolas vazias, será mais fácil. Aguardem (ou resistam).

23 de outubro de 2015
por admin
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Beto Richa expõe projeto de acabar com a carreira do magistério ao fechar escolas no Paraná

fechaescolas

Continuam chegando ao Blog do Esmael denúncias sobre fechamentos ou junções de escolas por todo o Estado. Essas denúncias vêm desde o começo do governo Beto Richa (PSDB), mas nós últimos meses elas se intensificaram.

O Blog do Esmael também apurou que Beto Richa participa de um grupo no WhatsApp, juntamente com outros governadores, que discute formas de “gastar menos” com a educação pública. O fechamento ou junção de escolas e de turmas é uma das formas de economia encontrada.

Outra forma de economia seria criar um novo modelo de contratação de professores através das Organizações Sociais (Oss). A ideia é liquidar a carreira do magistério terceirizando de vez a educação, flexibilizando os contratos de trabalho e enfraquecendo os sindicatos da categoria em todo o país.

Seria uma reedição piorada do Paraná Educação do ex-governador Jaime Lerner. Verdadeira tragédia para educação paranaense nos anos 90, que deixou um passivo trabalhista enorme e um atraso de décadas na educação pública do estado.