PF deflagra operação contra espionagem em Brasília, Curitiba, Juiz de Fora, Salvador e São Paulo

Investigação da PF “Última Milha” expõe abuso de poder com rastreamento ilegal de autoridades pela Abin

A Operação Última Milha, deflagrada pela Polícia Federal (PF), revelou um esquema criminoso de monitoramento ilegal de celulares sem autorização judicial, envolvendo figuras dos Três Poderes e jornalistas. De acordo com a PF, a ação faz parte do inquérito das fake news, que resultou em mandados de prisão e busca em várias cidades do Brasil.

Nesta fase da operação, nesta quinta-feira (11/7), foram emitidos cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Brasília (DF), Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Salvador (BA) e São Paulo (SP). A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os investigadores descobriram que a organização criminosa usava sistemas de GPS para rastrear celulares, criando perfis falsos e divulgando informações inverídicas. Além disso, houve acesso ilegal a computadores, dispositivos de telefonia e infraestrutura de telecomunicações para monitorar agentes públicos.

Se confirmadas as condutas, os investigados poderão ser indiciados e denunciados pela Justiça por:

  • Organização criminosa
  • Tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito
  • Interceptação clandestina de comunicações
  • Invasão de dispositivo informático alheio

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está no centro das investigações, especialmente pelo uso irregular do software FirstMile, da empresa israelense Cognyte. O contrato com a Abin foi formalmente encerrado em 2021, mas há indícios de que o uso do sistema foi intensificado durante os últimos anos do governo Bolsonaro. O monitoramento ilegal visava servidores públicos, políticos, policiais, advogados, jornalistas e até mesmo juízes do STF.

Em fases anteriores, foram presos dois servidores da Abin, Rodrigo Colli e Eduardo Arthur Yzycky, acusados de coagir colegas para evitar uma possível demissão devido ao conhecimento do esquema. A investigação continua e pode levar a novas revelações sobre o uso indevido de tecnologias de vigilância.

A investigação da PF sobre o uso de sistemas de rastreamento ilegal pela Abin revela uma preocupante violação de privacidade e abuso de poder. A continuidade da Operação Última Milha poderá esclarecer a extensão dessas práticas e garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos.

One Reply to “PF deflagra operação contra espionagem em Brasília, Curitiba, Juiz de Fora, Salvador e São Paulo”

  1. Como eu fico perplexo com as notícias sobre as atitudes de Bolsonaro em seu desgoverno. O cara é realmente um meliante disfarçado de “pessoa do bem”. O pior de tudo isso, após tantas notícias que envergonham a Nação Brasileira deste ex presidente, que não passa de um mal caráter ao usar o nome de Deus e enganar um bando de militontos e evangélicos sem noção. Fica a pergunta. Porque a PGR quer postergar a sua decisão de encaminhar os processos para a Suprema Corte, e indiciar o chefe desta quadrilha que é o Bolsonaro. Está na hora de os colocar na cadeia, não só ele, mas, toda a sua família, já que todos tem algo a explicar à sociedade brasileira, em relação à rachadinhas, compra de mansões com dinheiro vivo, casos obscuros com a de Marille e Anderson, campanhas contra o nosso Brasil e agora está espionagem paralela para perseguir adversários políticos. Tudo isso, só tenho uma palavra a dizer: FAMÍLIA LIXO.

Comments are closed.