Petrobras alcança recorde histórico de valor de mercado: R$ 552 bilhões | De quem é esse dinheiro?

Na última quinta-feira (1º/2), a Petrobras conquistou um marco histórico no mercado financeiro, atingindo o maior valor de sua história: R$ 552 bilhões, de acordo com o fechamento da Bolsa de Valores de São Paulo. As ações PETR3 e PETR4 encerraram o dia em R$ 42,96 e R$ 41,57, respectivamente.

O diabo é que a maioria das ações pertence hoje a sócios privados da companhia petrolífera, qual seja, os resultados e dividendos principais são distribuídos para a banca de especuladores e fundos de investimentos estrangeiros. Um horror, sob a perspectiva do desenvolvimento econômico nacional, porque o mercado não tem coração é uma entidade diametralmente oposta à ideia coletiva de Estado.

Desde o início de janeiro, as ações PETR3 e PETR4 apresentaram uma valorização significativa, registrando aumentos de mais de 8% e 9%, respectivamente. Essa ascensão notável chama a atenção para a solidez e resiliência da Petrobras no atual cenário econômico.

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que se autoproclama CEO da empresa, atribuiu o recorde à retomada de investimentos realizada pela nova gestão ao longo do último ano. Em comunicado à imprensa, Prates declarou: “A Petrobras que os brasileiros têm orgulho e o mercado admira está de volta”, celebrando os frutos das estratégias implementadas.

Sérgio Leite, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, enalteceu o recorde como um “sucesso coletivo” dos petroleiros e trabalhadores da estatal. Ele ressaltou o compromisso da empresa em gerar valor para acionistas, clientes, empregados e a sociedade como um todo.

Economia

Leite destacou que o recorde no valor das ações reforça o compromisso da Petrobras em fornecer energia de maneira segura, responsável e sustentável, mantendo sua posição de destaque no mercado global. A empresa reafirma sua missão de ser uma referência no setor, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.

De acordo com a direção, o atual cenário econômico reflete não apenas a recuperação financeira da Petrobras, mas também a confiança renovada dos investidores e a eficácia das medidas adotadas pela nova gestão. O comando da companhia afirma que o recorde histórico de R$ 552 bilhões posiciona a empresa como um pilar sólido no mercado, pronta para enfrentar os desafios e liderar no fornecimento de energia.

No entanto, o engenheiro químico Felipe Coutinho, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), critica que a direção da Petrobrás vem aumentando o preço dos combustíveis e segue com o PPI (Preço Paritário Internacional), embora tenha anunciado o fim desse sistema.  “O fim do Preço Paritário de Importação (PPI) é mais uma farsa”, diz o engenheiro da AEPET.

Moral da história, segundo a AEPET: os resultados da Petrotras são utilizados para satisfazer a ganância de alguns poucos acionistas em detrimento da sociedade que investiu pesado na empresa nos últimos 70 anos.

Quem é o dono da Petrobras?

A Petrobras é uma empresa de capital aberto, ou seja, uma sociedade anônima. O acionista majoritário da Petrobras é o Governo do Brasil (União), que detém 28,67% do capital social total e 50,26% das ações ordinárias. 

Outros acionistas da Petrobras são:

  • BNDESPar (6,90%)
  • BNDES (1,04%)
  • ADR (21,38%) – American Depositary Receipt (ADR)
  • B3 – Estrangeiros (26,78%)
  • Investidores institucionais (5,78%) 

As ações da Petrobras são negociadas exclusivamente pela B3, a bolsa de valores brasileira. Para comprar e vender ações da Petrobras, é necessário ter uma conta numa corretora. 

Na B3, as ações da Petrobras são negociadas através dos códigos PETR3 (ações ordinárias – ON) e PETR4 (ações preferenciais – PN). Nas bolsas internacionais, as ações ordinários e preferenciais são negociadas com os seguintes códigos: PBR e PBRA nos Estados Unidos; e XPBR e XPBRA na Espanha. 

Acompanhe as notícias sobre a Petrobras pelo Blog do Esmael. Acompanhe de perto a trajetória dessa gigante nacional que, mais uma vez, demonstra sua resiliência e força no mercado financeiro.