Movimento contra a venda da Copel quer se encontrar com Lula em Foz do Iguaçu

A luta contra a privatização da Copel (Companhia Paranaense de Energia) chegou à tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu, e o movimento em defesa da estatal tentará um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça (4/7).

Lula participará de uma cerimônia na Itaipu Binacional, às 17 horas, de retomada das obras do campus da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), e de posse da nova reitora Diana Araujo – eleita em maio e nomeada dia 14 de junho.

Será neste momento que sindicalistas, parlamentares, partidos políticos, líderes e personalidades, educadores farão um apelo para que Lula intervenha para barrar a privatização da Copel – a empresa mais eficiente e lucrativa do setor energético do país.

A privatização da Copel ganhou dramaticidade e isso está mobilizando todo o país porque, se vendida, ela servirá de modelo para o leilão da Cemig (Minas Gerais) e da Celesc (Santa Catarina).

Ou seja, a privatização da Copel seria o desmonte do setor energértico que recentemente o presidente Lula jurou proteger.

Compromisso com a sustentabilidade

Antes do evento da Unila, à tarde, o presidente Lula participou do seu podcast semanal diretamente de Puerto Iguazú, na Argentina, onde ocorre na manhã de hoje a cúpula de chefes de Estado do bloco comercial Mercosul.

Em relação às exigências ambientais, Lula afirmou com firmeza que “ninguém no mundo tem a moral de discutir energia limpa conosco”.

Essa afirmação ressalta o compromisso do Brasil em relação à questão ambiental e ao uso de fontes de energia renovável.

Lula destacou que o Brasil é um exemplo global, com 87% da sua energia proveniente de fontes renováveis, enquanto o mundo possui apenas 27%. Essa posição fortalece a autoridade moral do país nas discussões sobre sustentabilidade.

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