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IOF: Globo cria derrota invisível para Lula na Câmara

Nesta terça-feira (17), a GloboNews promoveu uma verdadeira ópera de desinformação sobre a suposta derrota do governo Lula (PT) na votação da urgência do decreto do IOF. Ao vivo, a emissora martelou uma narrativa catastrofista, dando a entender que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia rompido com o Planalto — criando um cenário de crise institucional que jamais existiu.

Quando a imprensa inventa o que não houve

No jargão jornalístico, o erro da Globo seria chamado de “barriga”. Mas em tempos de inteligência artificial e polarização, o termo parece brando. O que ocorreu foi um capítulo explícito de manipulação midiática.

Enquanto a emissora carioca plantava pânico entre investidores e políticos, o Blog do Esmael publicou, às 11h57 desta manhã, a análise que resistiu à histeria:
👉 IOF: Lula não foi derrotado na Câmara, dizem Planalto e líderes do governo.

A realidade era simples: o regime de urgência aprovado na Câmara para analisar o PDL não anula nem interfere no decreto do governo que revisa as alíquotas do IOF. Além disso, a fila de urgências no Congresso ultrapassa os 3 mil projetos — sua aprovação, portanto, não significa votação imediata nem derrota política.

Gleisi Hoffmann desmonta a farsa

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, desmontou, com precisão técnica e política, o teatro midiático montado pela Globo:

“A votação da urgência para o PDL do IOF não cessa a eficácia do novo decreto nem abala a confiança do governo no diálogo com o Legislativo […]. Quanto mais debate houver sobre taxação de bets, dos investimentos financeiros incentivados e outras distorções tributárias, mais avançaremos no rumo da justiça fiscal e social”, afirmou Gleisi na noite de segunda (16).

O próprio Hugo Motta, citado como pivô da “derrota”, não se manifestou em tom de ruptura. O que houve foi um tensionamento pontual, típico do jogo político — mas a Globo optou por dramatizar um episódio técnico para sabotar a narrativa econômica do governo.

O que o Marco Civil diria sobre a mentira da Globo

A mentira veiculada pela Globo sobre uma suposta derrota do governo Lula na Câmara — e amplificada nas redes durante todo o dia — não passaria incólume à luz do novo entendimento do Supremo Tribunal Federal.

Ao declarar inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, o STF abriu caminho para responsabilizar diretamente quem espalha desinformação com impacto político e econômico real, sem exigir prévia decisão judicial. Isso inclui tanto as plataformas quanto os produtores originais do conteúdo.

No caso do IOF, a narrativa da Globo interferiu no debate parlamentar, produziu ruído institucional e alimentou especulação financeira. O episódio expôs o uso recorrente da imprensa hegemônica como instrumento de pressão — não mais como mediadora da verdade, mas como operadora política disfarçada de jornalismo.

Com o novo marco legal, o jogo muda: quem planta a mentira também pode ser cobrado por seus frutos — inclusive judicialmente. Isso vale para influencers, veículos de comunicação e plataformas digitais.

O recado do Supremo foi claro: liberdade de imprensa não é salvo-conduto para manipular a democracia. E, se houver dano, haverá consequência.

A guerra que só existiu nas telas

A atitude da Globo remete ao episódio da suposta guerra entre Índia e Paquistão, no mês passado, também analisado aqui no Blog do Esmael:
👉 Índia e Paquistão: a guerra que só existiu na desinformação.

Assim como naquele caso, o que se viu agora foi a fabricação de um confronto — em pleno horário nobre — com base em conveniências políticas e interesses de mercado.

Quem financia a mentira?

Mesmo após o fact-check tardio e a meia-volta narrativa do G1, a Globo não pediu desculpas aos seus espectadores nem reconheceu a manipulação. Pior: segue recebendo milhões em publicidade institucional do próprio governo federal.

Pode isso, Arnaldo?

A desinformação custa caro à democracia — e, neste caso, quem paga somos todos nós.

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