O movimento militante islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, elevou seus ataques contra Israel a um novo patamar, construído sobre décadas de hostilidades.
No sábado (7/10), lançou um dos maiores ataques a Israel em décadas, resultando na morte de centenas de pessoas, no sequestro de soldados e civis e na declaração de guerra por parte de Israel.
Hamas, o maior dos grupos armados islâmicos no território palestino, governa a Faixa de Gaza, lar de dois milhões de habitantes.
O Hamas foi fundado em 1987 por Sheik Ahmed Yassin, que era ativo na Irmandade Muçulmana, durante a primeira Intifada palestina contra o controle militar israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
Desde então, o Hamas foi responsável por ataques suicidas contra civis israelenses e pelo sequestro e assassinato de soldados israelenses.
Os Estados Unidos estão entre os países que o classificaram como grupo terrorista.
No entanto, o Hamas também detém o poder governante na Faixa de Gaza.
Ao contrário da Organização para a Libertação da Palestina, liderada por Mahmoud Abbas, o Hamas não reconhece o direito de Israel de existir como Estado e manifestou a intenção de expulsar todos os judeus da região.
Ele advoga uma posição inflexível na criação de um Estado palestino com base no fundamentalismo islâmico, estendendo-se do Mediterrâneo ao Rio Jordão.
O Hamas, cuja sigla em árabe significa Movimento de Resistência Islâmica, foi fundado com base em três pilares: religião, caridade e luta contra Israel.
Ao longo dos anos, manteve uma relação contenciosa com seu rival, o partido palestino Fatah, liderado por Mahmoud Abbas.
Um ano após a retirada de Israel da Faixa de Gaza, em 2005, o Hamas venceu as eleições legislativas palestinas, derrotando o Fatah.
Em 2007, após confrontos internos em Gaza, o Hamas expulsou a Autoridade Palestina, dominada pelo Fatah, e assumiu o controle da Faixa de Gaza.
Nos primeiros anos, o Hamas foi amplamente abraçado pelos palestinos como o grupo mais disposto a resistir a Israel, sendo considerado por alguns menos corrupto e mais organizado do que a Autoridade Palestina.
[Texto continua após a foto…]

No entanto, a insatisfação cresceu à medida que a vida dos palestinos piorou devido a conflitos e anos de bloqueio israelense e egípcio, e alguns acreditam que os ataques do grupo prejudicaram também os próprios palestinos.
Na Faixa de Gaza, o Hamas e a Jihad Islâmica, o segundo maior grupo militante da região, frequentemente se unem contra Israel.
A Jihad Islâmica age muitas vezes de forma independente do Hamas e concentra-se principalmente na confrontação militar.
Em algumas ocasiões, o Hamas pressionou a Jihad Islâmica para que cessasse os ataques ou retaliações contra Israel, ou ficou à margem quando o grupo entrou em conflito com Israel.
Em outros momentos, o Hamas se envolveu diretamente no combate.
O Hamas é aliado de países do Oriente Médio, como a Síria, e de entidades como o grupo xiita islâmico Hezbollah, no Líbano, que se opõem às políticas dos Estados Unidos e de Israel.
Um dos apoiadores mais vocais do Hamas é o Irã, que tem seus próprios interesses em confrontar Israel.
Por décadas, o Irã tem fornecido ao Hamas armas, tecnologia e treinamento para construir seu próprio arsenal de foguetes avançados que podem atingir profundamente o território israelense – segundo Tel Aliv e Washington.
Esta é uma análise profunda sobre o Hamas, sua história, objetivos e sua influência na região.
A complexidade dessa organização e suas ramificações geopolíticas exigem um entendimento sólido para abordar os desafios e as implicações de suas ações.
À medida que a situação continua a evoluir, é crucial acompanhar de perto os desenvolvimentos e entender as motivações por trás das ações do Hamas e de seus aliados.
Portanto, siga ligado ao Blog do Esmael.
LEIA TAMBÉM
- Surpreendido pelo Hamas, Israel contabiliza 250 mortos, 1450 feridos e dezenas de reféns
- Hamas vs. Israel: o que sabemos até agora
- Israel sob ataque: infiltrados terroristas de Gaza lançam chuvas de foguetes

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




