O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi agraciado com o título de cidadão honorário do Paraná durante uma cerimônia na Assembleia Legislativa do Estado (ALEP), na noite da última sexta-feira (15/12).
No entanto, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD), brilhou pela sua ausência, deixando a sessão marcada por uma atmosfera peculiar, reunindo extremistas de direita, fundamentalistas religiosos, armamentistas, negacionistas, misóginos e outras figuras controversas e difíceis de qualificação.
Uma das teses sobre a ausência de Greca é que ele votou no presidente Lula, no segundo turno, e não aturaria as grosserias e piadas de mau gosto de Bolsonaro.
Greca e Eduardinho são mais simpáticos ao lavajatismo, qual seja, são mais próximos do ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR) e do ex-deputado cassado Deltan Dallagnol (Novo), por isso a ausência e a estratégia de fuga do prefeito e do vice, respectivamente.
Parlamentares bolsonaristas afirmam que o vice-prefeito Eduardo Pimentel (PSD) esteve nos bastidores da ALEP, mas optou por não aparecer em público, evitando também a fotografia oficial.
Eduardinho, como é conhecido, justificou sua ausência alegando compromissos de Natal, fugindo, assim, do que descreveram como uma “gaiola fundamentalista”.
Há especulações sobre a possível candidatura de Eduardo Pimentel à Prefeitura de Curitiba, com a deputada Maria Victoria (PP), filha do deputado Ricardo Barros, sendo considerada como sua potencial vice.
Maria Victoria, herdeira de uma tradicional política do Centrão, poderia ser o elo entre o bolsonarismo, Eduardinho, Greca e o governador Ratinho Junior (PSD) na capital paranaense.
Rafael Greca não compareceu, enquanto o vice-prefeito Eduardo Pimentel permaneceu nos bastidores, evitando aparecer em público.
No entanto, um parlamentar bolsonarista revelou ao Blog do Esmael que Bolsonaro sussurrou em seu ouvido: ‘Greca, cadê você, eu vim aqui só pra te ver?!‘
Caso vingue a candidatura de Pimentel à Prefeitura de Curitiba, tendo a deputada Maria Victoria como vice, Ricardo Barros, ex-líder de Bolsonaro na Câmara, não concorreria ao Senado na eleição suplementar – deixando aberta a vaga para os bolsonaristas Paulo Martins ou à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ambos do PL.
Leia também no Blog do Esmael: Alexandre Curi lidera Assembleia Itinerante em Londrina; acompanhe ao vivo; Moro rompe com Ratinho, mas agora começam os problemas do ex-juiz

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




