Gleisi entrega 240 moradias do MCMV em Londrina

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) participou nesta quinta-feira (14), em Londrina, da entrega do Residencial Porto Horizonte, com 240 apartamentos construídos pelo Minha Casa, Minha Vida, em uma agenda que também levou ao Norte do Paraná o anúncio de R$ 302 milhões para obras de saneamento em 11 municípios.

Ao lado do ministro das Cidades, Vladimir Lima, Gleisi colocou a entrega no centro da disputa por presença federal no Paraná. O empreendimento recebeu R$ 84 milhões em investimentos e foi viabilizado na modalidade Apoio à Produção, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), dentro do programa habitacional retomado pelo governo Lula.

O residencial fica na Reserva Saltinho e reúne apartamentos de aproximadamente 42 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e varanda. A estrutura informada para o empreendimento inclui pavimentação, drenagem, iluminação pública, rede de energia elétrica, água potável, esgoto, passeio público, arborização e sinalização.

Gleisi afirmou que o governo Lula voltou a investir em habitação popular porque trata moradia como direito. “Estamos trabalhando para garantir que mais famílias tenham acesso à casa própria e possam viver com mais dignidade”, disse a deputada, segundo material de divulgação de sua agenda no Paraná.

A fala tem peso eleitoral. Gleisi é pré-candidata ao Senado e tenta transformar entregas federais em argumento concreto para 2026. No Norte do Paraná, a pauta da moradia fala com família que paga aluguel, trabalhador que depende de crédito, construção civil, prefeitura e eleitor que mede governo pelo serviço que chega ao bairro.

O governo federal afirma que Londrina já recebeu R$ 2,3 bilhões em investimentos por meio do Novo Minha Casa, Minha Vida. O número amplia a vitrine política de Lula em uma cidade estratégica para qualquer campanha estadual, mas exige leitura simples: investimento contratado não é a mesma coisa que moradia entregue, e a cobrança pública deve acompanhar prazo, obra, financiamento e ocupação.

O Ministério das Cidades tem como meta contratar 3 milhões de moradias até o fim de 2026. A Casa Civil informou que o programa atingiu, com um ano de antecedência, a meta inicial de 2 milhões de contratações desde a retomada do Minha Casa, Minha Vida em 2023.

A agenda de Londrina também abriu outra frente: saneamento. O governo federal anunciou R$ 302 milhões para obras em Londrina, Apucarana, Califórnia, Cambará, Douradina, Jacarezinho, Mandaguaçu, Mandaguari, Telêmaco Borba, Faxinal e Maringá. Segundo a cobertura local, os recursos serão repassados à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para ampliar redes de esgoto e implantar novos sistemas sanitários.

Em Londrina, o aporte anunciado é de R$ 14 milhões para a construção de rede de esgoto no distrito de Irerê. O pacote regional informado pela agenda de Gleisi lista R$ 14,69 milhões para Londrina, R$ 61,51 milhões para Apucarana, R$ 34,23 milhões para Jacarezinho, R$ 35,21 milhões para Mandaguari e R$ 50,98 milhões para Maringá, entre outros municípios do Norte.

Gleisi disse que os anúncios fazem parte de um pacote de R$ 672,3 milhões do governo federal para melhorar o saneamento no Paraná. A frase desloca a disputa para uma área sensível: água e esgoto são serviço básico, mas também viraram cobrança política no estado, onde a Sanepar combina tarifa, dividendos, investimento e pressão por universalização.

O Blog do Esmael já mostrou que a crise hídrica no Paraná abriu debate sobre a prioridade dada à segurança do abastecimento e ao retorno financeiro da Sanepar. A chegada de verba federal ao saneamento entra nessa mesma conversa, porque obra de esgoto e água tratada precisa aparecer na ponta, não apenas em anúncio de auditório.

Para Gleisi, a agenda em Londrina ajuda a ligar Lula ao Paraná concreto: casa, esgoto, água, financiamento e obra. Para os adversários, o desafio será disputar a autoria dos investimentos ou mostrar entrega própria com o mesmo impacto no cotidiano do eleitor.

A entrega do Porto Horizonte dá a Gleisi uma imagem que a política entende bem: chave na mão, recurso federal na planilha e saneamento na pauta regional. Em ano de pré-campanha, isso vira ativo eleitoral, desde que a vida das famílias melhore fora do palanque.

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