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Flopou manifestação bolsonarista e país esvaziou

Flopou a manifestação bolsonarista em todo o país, e os números do próprio monitoramento acadêmico viraram a prova do esvaziamento: no Rio, Copacabana teve cerca de 4,7 mil pessoas no pico, a menor marca já registrada ali por essa metodologia.

A mobilização deste domingo (1) repetiu o script, ataques ao presidente Lula (PT), a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de apelos por Jair Bolsonaro (PL) e pela anistia do 8 de janeiro, mas mostrou pouca tração fora das bolhas digitais.

Em São Paulo, a Avenida Paulista também ficou abaixo do que a direita vendeu como “virada de chave”. O Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) em parceria com a ONG More in Common apontou 20,4 mil pessoas, enquanto outra contagem publicada pelo Poder360 estimou 22,8 mil.

O contraste com as grandes fotos do bolsonarismo é inevitável. No Rio, o mesmo grupo registrou 18,3 mil em março do ano anterior e 65 mil no 7 de setembro de 2022, uma queda que desmonta a narrativa de “onda conservadora” permanente.

A pesquisa que mediu Copacabana aponta margem de erro de 12%, o que não muda o recado político: o movimento encolheu, mesmo com convocação nacional e forte máquina de redes.

Em Curitiba, a Boca Maldita teve cerca de 500 pessoas, segundo relatos no local e estimativas informais compartilhadas por ativistas conservadores.

Portanto, o “avanço” da direita, do jeito como a velha mídia corporativa empacota, parece mais histeria editorial do que fato social. A cobertura infla expectativa, entrega clima de “multidão” e, quando chega a hora do corpo a corpo, o que aparece é um bolsonarismo dependente de convocadores profissionais e sem capacidade de produzir presença nacional consistente.

No Rio, por exemplo, o ato contou com parlamentares do PL, como Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Altineu Côrtes, General Pazuello e o senador Carlos Portinho, mas nem isso bastou para evitar a menor manifestação bolsonarista já medida na orla carioca por esse monitoramento.

Em São Paulo, a mesma lógica: muita palavra de ordem contra Lula e o STF, e pouco volume para sustentar a tese de que existe um “país nas ruas” prestes a virar o jogo.

Dito isso, o recado para 2026 é claro. Se a direita quer disputar poder, precisa de densidade social real, e não de eco em estúdio e manchete. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

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