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Datafolha: Lula vai a 40%; Flávio Bolsonaro fica em 36%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 36%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 24 de setembro. A diferença numérica é de quatro pontos percentuais, exatamente no limite da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

A rodada foi feita com 2.002 eleitores de 16 anos ou mais nos dias 22 e 23 de setembro, encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro.

Atrás dos dois primeiros aparecem o escritor Augusto Cury (Avante), com 5%; Ronaldo Caiado (PSD), 4%; Renan Santos (Missão), 3%; Romeu Zema (Novo), 1%; e Samara Martins (UP), também com 1%. Brancos, nulos ou nenhum somam 5%, enquanto 2% estão indecisos.

A comparação com a pesquisa divulgada em 17 de setembro mostra Lula oscilando de 39% para 40% e Flávio Bolsonaro permanecendo em 36%. Augusto Cury passou de 6% para 5%, enquanto Zema caiu de 2% para 1%. Caiado e Renan mantiveram, respectivamente, 4% e 3%.

A distância entre Lula e Flávio Bolsonaro, portanto, passou numericamente de três para quatro pontos em uma semana. Como a margem de erro é de dois pontos para cada lado, os intervalos possíveis dos dois candidatos encostam no limite. A pesquisa é uma fotografia do período de coleta, não uma previsão do resultado das urnas.

A disputa continua mais apertada na simulação de segundo turno. Lula aparece com 47% contra 45% de Flávio Bolsonaro. Os dois estão tecnicamente empatados porque a diferença de dois pontos fica dentro da margem de erro. Na rodada anterior, o placar era de 46% a 44%, também empate técnico.

Esse dado produz uma fotografia diferente da simples leitura do primeiro turno: Lula ganhou um ponto nas duas simulações, mas a distância para Flávio Bolsonaro permaneceu em dois pontos no confronto direto. Nenhum dos dois abriu vantagem estatisticamente conclusiva no segundo turno.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam a lista de candidatos, Lula aparece com 36%, ante 35% na rodada anterior. Flávio Bolsonaro passa de 26% para 27%. Jair Bolsonaro, que não é candidato à Presidência, é citado espontaneamente por 4%. Augusto Cury registra 3%, Caiado 2% e Renan Santos 2%.

O contingente de indecisos na espontânea caiu de 21% para 18%. O número é relevante porque a pergunta sem apresentação dos nomes mede lembrança eleitoral em um ambiente de campanha já avançada, mas não deve ser confundida com o resultado da pergunta estimulada.

A rejeição também mantém Lula e Flávio Bolsonaro no mesmo patamar. Segundo os dados divulgados pelo g1, 45% afirmam que não votariam de jeito nenhum em Lula e os mesmos 45% rejeitam Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior, ambos estavam com 47%. O empate na rejeição acompanha praticamente toda a fase recente de polarização registrada pelo Datafolha; em 17 de setembro, os dois tinham exatamente 47%.

Renan Santos aparece com 15% de rejeição, Zema com 14%, Caiado com 13% e Augusto Cury com 8%. A distância entre a rejeição dos dois principais candidatos e a dos demais ajuda a explicar por que as campanhas disputam não apenas votos próprios, mas também eleitores mobilizados para impedir a eleição do adversário.

A Folha registra que a reta final elevou a disputa pelo chamado voto útil, enquanto candidatos que aparecem atrás de Lula e Flávio Bolsonaro reclamam da pressão para concentrar a eleição nos dois primeiros colocados.

A coleta também atravessou uma semana de acontecimentos políticos relevantes. O reajuste do Bolsa Família e o discurso de Lula na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com críticas à interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, entraram no debate das campanhas. O levantamento, porém, não permite atribuir a oscilação de qualquer candidato isoladamente a esses episódios.

Com dez dias até a votação de 4 de outubro, o Datafolha mostra um primeiro turno concentrado em Lula e Flávio Bolsonaro, queda de alguns nomes do pelotão intermediário e um eventual segundo turno ainda dentro da margem de empate técnico. O próximo movimento das pesquisas dirá se a oscilação de um ponto de Lula representa tendência ou apenas variação estatística.

Acompanhe no Blog do Esmael a reta final das pesquisas, os movimentos das campanhas e a cobertura das eleições de 2026.