A pré-campanha ao governo do Paraná bagunça o coreto em Curitiba, mas juridicamente o caminho de Paulo Martins está pavimentado. O atual vice-prefeito pode disputar o governo do estado em 2026 sem necessidade de renunciar ao cargo, desde que não substitua o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) nos seis meses anteriores à eleição.
A possibilidade está prevista na Lei Complementar 64/90, que faculta a candidatura de vices a outros cargos sem perda do mandato, salvo se houver substituição do titular no período vedado.
O Blog do Esmael havia anotado que o vice precisaria renunciar ao cargo, mas essa é uma exigência que não se aplica aos vice-presidente, vice-governador e vice-prefeito.
Nos bastidores, Martins já é tratado como pré-candidato ao Palácio Iguaçu, com aval do governador Ratinho Júnior (PSD) e planos de filiação ao Novo. O movimento gera incômodo no grupo bolsonarista, que vê o avanço do vice-prefeito como parte da estratégia de Ratinho para dominar a chapa governista e isolar aliados de Jair Bolsonaro.
Em abril, o próprio Bolsonaro revelou um acordo informal, segundo o qual Ratinho teria direito à segunda vaga ao Senado. Oficialmente, o governador nega interesse na disputa, mas aliados não escondem a intenção de controlar o tabuleiro e evitar “chifradas” internas.

O nó político aperta de vez com o excesso de pré-candidatos ao governo e ao Senado pelo campo governista. Estão na fila Alexandre Curi, Beto Preto, Darci Piana, Guto Silva, Sandro Alex, Rafael Greca e, agora, Paulo Martins. Muitos caciques para poucas vagas.
Leia também no Blog do Esmael:
Paulo Martins no Novo embaralha a sucessão no Paraná
Google na mira: contrato bilionário do governo Ratinho agita oposição
Oligarcas do sistema financeiro ficam sitiados pelo MST em São Paulo
A conta não fecha. E o cenário deve piorar conforme 2026 se aproxima.
Atualizado às 19h53

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.





Rapaz! Nas eleições para prefeito até como última opção iria votar no Pimentel, porém pelo fato do seu vice ser este,então a única opção que tive foi em branco mesmo no segundo turno.
Tá difícil aqui no Paraná uma escolha sensata.