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Oligarcas do sistema financeiro ficam sitiados pelo MST em São Paulo

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Faria Lima blindada não resiste à pressão das ruas

A bolha dourada da Avenida Faria Lima, símbolo da elite financeira brasileira, amanheceu sitiada nesta quinta-feira (3) por um protesto do MST. O prédio mais caro do país, avaliado em R$ 1,5 bilhão, virou palco de um recado direto para o governo, o Congresso e o sistema: ou os super-ricos pagam a conta, ou o povo vai às ruas.

A ocupação do edifício Faria Lima 3500, sede do Itaú BBA, em São Paulo, acontece em meio à crescente tensão sobre a taxação dos bilionários e o aumento do IOF para os mais ricos, proposta defendida pelo presidente Lula (PT) e que já chegou ao Supremo Tribunal Federal, sob relatoria de Alexandre de Moraes.

MST, Frente Povo Sem Medo e a ofensiva contra os bilionários

Cerca de 300 ativistas, organizados pela Frente Povo Sem Medo e pelo MST, entraram no saguão do prédio com faixas de protesto. As mensagens são claras: “O povo não vai pagar a conta”, “Chega de mamata” e “Taxação dos super-ricos já!”.

Além disso, o movimento exige isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e denuncia as distorções no sistema tributário brasileiro. “Não é só um ato simbólico, é uma denúncia concreta: os donos do Itaú, que pagaram R$ 1,5 bilhão por este prédio, recolhem menos impostos do que o trabalhador que mal consegue pagar o aluguel”, disse a organização.

Ruído no Congresso e novas mobilizações no radar

O coordenador do MTST, Felipe Vono, afirmou que as ocupações vão continuar enquanto o Congresso se recusar a aprovar medidas de justiça fiscal. Um grande protesto nacional já foi convocado para o dia 10 de julho, na Avenida Paulista, com o apoio de Guilherme Boulos (PSOL-SP) e outras organizações sociais.

Embora o movimento declare que o ato não tem vínculo formal com o governo, o contexto político é inegável: o Planalto intensificou o discurso pela taxação dos bilionários e o fim dos privilégios fiscais, o que irrita o mercado e setores conservadores do Congresso.

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Conflito social exposto no coração da elite

O protesto na Faria Lima materializa o embate entre os interesses da elite econômica e a pauta popular por justiça tributária. O governo Lula, que tenta avançar com medidas para taxar os mais ricos, vê agora os movimentos sociais assumirem o protagonismo nas ruas, e no centro financeiro do país.

Para os oligarcas da Faria Lima, que se habituaram a blindagem e silêncio, o recado é incômodo. Mas a pressão tende a crescer.