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Contra a falácia neoliberal: 70% dos trabalhadores querem empregos com carteira assinada, revela FGV

Gleisi Hoffmann destaca que grande mídia criou uma narrativa enganosa ao defender a flexibilização das leis trabalhistas

A precarização do trabalho no Brasil, agravada pela Reforma Trabalhista de 2017, está sendo cada vez mais desmascarada. A recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que 70% dos trabalhadores informais no país desejam um emprego com carteira assinada, em um claro sinal de rejeição à suposta “liberdade” vendida pelo discurso neoliberal. Essa realidade confirma as previsões de lideranças progressistas, como a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que relembra a luta contra a pejotização e a precarização do trabalho, denunciando o malabarismo intelectual da grande mídia ao promover o “trabalho intermitente”.

A Reforma Trabalhista foi aprovada com a promessa de gerar seis milhões de empregos e tornar o Brasil mais competitivo. Contudo, sete anos após sua implementação, a pesquisa da FGV expõe que a maioria dos trabalhadores, especialmente os mais pobres, não encontra segurança no trabalho informal e anseia por estabilidade e direitos garantidos pela CLT. Para Gleisi Hoffmann, a grande mídia criou uma narrativa enganosa ao defender a flexibilização das leis trabalhistas como caminho para a prosperidade, mas a realidade vivida pelos trabalhadores conta outra história.

O estudo da FGV aponta que 75,6% dos autônomos com renda de até um salário mínimo gostariam de um emprego formal, demonstrando que a informalidade, muitas vezes romantizada como sinônimo de liberdade, é na verdade um cenário de instabilidade e baixa remuneração. Com a renda variando drasticamente de mês para mês, muitos trabalhadores sofrem com a falta de previsibilidade e segurança.

Desde a eleição de Lula em 2022, o país tem experimentado uma retomada no mercado de trabalho formal. Em julho de 2024, foram abertas 188 mil novas vagas com carteira assinada, um recorde que – segundo Gleisi – reflete o compromisso do atual governo em reverter os danos causados pela Reforma Trabalhista. A luta pela dignidade do trabalhador, com direitos e segurança, continua sendo uma bandeira central do PT, completa a dirigente petista.

O que fica claro é que a promessa neoliberal de um mercado de trabalho mais flexível e “livre” falhou em atender as necessidades básicas da maioria da população. O desejo dos trabalhadores brasileiros por estabilidade e direitos mostra a urgência de repensar as políticas laborais no país.

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