Início / desemprego

Brasil tem menor taxa de desemprego em 13 anos

Índice de Tópicos

Cenário revela estabilidade e resiliência do mercado de trabalho, aponta IBGE

Em meio às turbulências econômicas globais, o Brasil inicia 2025 com uma taxa de desemprego de 7% no primeiro trimestre, segundo o IBGE. Apesar da alta frente ao final do ano passado (6,2%), o número surpreende positivamente: é a menor taxa registrada para esse período desde 2012, reforçando a resiliência do mercado de trabalho formal mesmo em um cenário de transição sazonal.

Mesmo com o aumento em relação ao trimestre anterior (6,2%), a leitura dos bastidores mostra que esse número carrega menos drama do que aparenta. A alta se explica pelo comportamento sazonal do mercado, em que empregos temporários — típicos do fim de ano — são encerrados nos primeiros meses do seguinte.

“O desempenho do mercado de trabalho continua firme”, garantiu Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas do IBGE.

7,7 milhões procuram emprego; informalidade ainda é alta

A população desocupada subiu para 7,7 milhões de pessoas, um aumento de 13,1% em relação ao último trimestre de 2024. Em paralelo, o total de trabalhadores com carteira assinada permanece estável em 39,4 milhões, enquanto o número de empregados sem carteira no setor privado caiu para 13,4 milhões.

A taxa de informalidade ainda preocupa: 38% dos trabalhadores estão em empregos precários. O índice afeta sobretudo os setores da construção, serviços domésticos e educação, os primeiros a sentir os efeitos do desaquecimento.

Cresce o rendimento médio; mercado aquece por baixo

Apesar do recuo na ocupação, o rendimento médio habitual bate novo recorde: R$ 3.410 por mês, com aumento real de 4% na comparação anual. Já a massa de rendimentos cresceu 6,6%, alcançando R$ 345 bilhões — dado fundamental para manter aceso o consumo, motor do PIB brasileiro.

O nível de ocupação, no entanto, recuou para 57,8% da população em idade de trabalhar. O número de brasileiros fora da força de trabalho é de 67 milhões, entre aposentados, estudantes e desalentados.

fgts-tenta-reaquecer-o-mercado”>Crédito consignado com FGTS tenta reaquecer o mercado

Como resposta à oscilação do mercado de trabalho, o governo Lula aposta no crédito consignado com garantia do FGTS para celetistas. A nova modalidade já movimentou quase R$ 9 bilhões em pouco mais de um mês e promete ampliar o acesso ao crédito com juros até 40% menores.

Com a liberação via Carteira de Trabalho Digital, trabalhadores CLT, domésticos, rurais e MEIs passam a ter acesso a uma linha de crédito mais barata e segura.

“O consignado com FGTS será uma taxa civilizada para o trabalhador”, afirmou o ministro Fernando Haddad.

A expectativa é de que até R$ 100 bilhões circulem nos próximos três meses, movimentando consumo e segurando a economia real.

Reações do mercado e cenário global

Com os dados do desemprego e o novo crédito na praça, o mercado financeiro observa com cautela. O dólar opera em leve queda e a Bolsa registra ganhos moderados.

Nos Estados Unidos, a política tarifária de Trump e os novos dados de PIB acendem o sinal amarelo. Já na China, o governo Xi Jinping pede reestruturação diante do enfraquecimento das exportações — o que, inevitavelmente, impacta o Brasil.

Tudo sobre o desemprego e crédito consignado

O desemprego aumentou ou diminuiu no Brasil?

Aumentou para 7% no 1º trimestre de 2025, mas é a menor taxa para esse período desde 2012, segundo o IBGE.

O que explica a alta do desemprego neste início de ano?

A principal causa é sazonal: fim de contratos temporários pós-Natal, típico do início de ano.

Como funciona o novo crédito consignado com FGTS?

Trabalhadores CLT podem usar até 10% do FGTS + 100% da multa rescisória como garantia. As parcelas são descontadas diretamente na folha.

Quais são os juros do novo consignado?

Em média, 40% menores que as linhas tradicionais. O governo prevê juro mensal próximo a 1,75% para trabalhadores formais.

Quem pode contratar o novo crédito?

Todos os celetistas com carteira assinada, inclusive domésticos, rurais e MEIs.

O que esperar do mercado de trabalho em 2025?

Se o cenário de estabilidade econômica se mantiver, a tendência é de que o desemprego recue nos próximos trimestres, com impacto positivo da nova linha de crédito. Mas tudo dependerá da política de juros do Banco Central, que ainda mantém a Selic em 14,25% ao ano, podendo chegar a 15% na próxima reunião do Copom nos 29 e 30 de junho.

Enquanto isso, o governo Lula acelera programas para reduzir a informalidade e fomentar renda e consumo.

Fica a provocação: trabalho digno precisa mais do que acesso ao crédito — exige política pública permanente.

Leia também no Blog do Esmael: Entenda a justiça gratuita no processo trabalhista; Guerra em Ormuz já pressiona o diesel no Brasil; Durigan defende fim da escala 6×1 na Câmara