O Palácio Iguaçu será nesta quinta-feira (25/7) o epicentro de uma reunião que promete definir o futuro político de Curitiba pelos próximos dois e, por consequência, 4 anos. A expectativa é alta e o ambiente é carregado de tensão, especialmente no Centro Cívico, onde todos os olhares estarão voltados para a tentativa de confirmação do ex-deputado Paulo Martins (PL) como vice na chapa de Eduardo Pimentel (PSD). Essa decisão tem o potencial de influenciar significativamente a disputa pela Prefeitura de Curitiba, em 2024, a disputa pelo governo do Paraná e pelo Senado em 2026.
A reunião da manhã desta quinta contará com a presença do governador Ratinho Junior (PSD), diretamente envolvido nas negociações. Ratinho Junior, ciente da importância estratégica desta decisão para seu projeto político em 2026, sente a pressão e a responsabilidade pesando sobre seus ombros. A incerteza em torno da confirmação de Paulo Martins como vice gera um cenário de alta tensão entre bolsonaristas e ratistas, que estão dispostos a passar a noite em claro para encontrar uma solução.
Como se não bastasse a confusão, o prefeito Rafael Greca (PSD) não esconde de ninguém que deseja indicar o vice na chapa de seu vice, Eduardo Pimentel (PSD). Greca veta Paulo Martins. É uma disputa umbilical sem precedentes pelo estratégico cargo de vice-prefeito de Curitiba. Note, caro leitor, que a figura do vice tem relevância no Brasil porque ele pode assumir definitivamente o cargo em diversas hipóteses, diferente do que ocorre em outros países, que precisam realizar nova eleição para substituir o titular do cargo número 1.
Apesar do esperneio de Greca, que luta para indicar Marilza Dias (Republicanos) como vice de Pimentel, os bastidores indicam que o prefeito não tem muito o que fazer nesta desavença. O próprio Greca depende do governador Ratinho para ficar empregado, a partir do ano que vem.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou claro que não abre mão de ter um representante do Partido Liberal na vice de Pimentel, preferencialmente Paulo Martins. No entanto, fontes do PL informaram ao Blog do Esmael que a nomeação de Paulo Martins como pré-candidato a vice está enfrentando dificuldades significativas. Mesmo diante da possível desistência de Martins, o PL mantém sua posição firme de indicar o vice, ameaçando debandar da coligação caso não seja atendido.
Caso a indicação de Paulo Martins não se concretize, o PL já tem uma carta na manga: o Pastor Gilson de Souza. A escolha de Souza poderia amenizar as tensões internas e manter a coesão da coligação em torno de Pimentel. No entanto, a insistência de Bolsonaro em manter Paulo Martins na chapa evidencia a importância dessa disputa para os bolsonaristas, que veem na eleição de Curitiba uma peça-chave para suas aspirações futuras.
Enquanto as negociações seguem intensas, outros candidatos também se movimentam nos bastidores. Cristina Graeml, pré-candidata do PMB, tem buscado consolidar sua posição, inclusive com encontros recentes com Jair Bolsonaro em São Paulo. A movimentação de Graeml demonstra que a corrida pela prefeitura está longe de ser definida, com vários atores buscando fortalecer suas candidaturas.
Além de Graeml, outros nomes de peso estão na disputa. Beto Richa (PSDB) e Ney Leprevost (União) continuam ativos nos bastidores, negociando apoios e alianças com figuras influentes como o governador Ratinho Junior e o prefeito Rafael Greca (PSD). A articulação entre essas lideranças é fundamental para determinar as forças que se enfrentarão nas urnas.
A Boca Maldita, tradicional ponto de discussão política em Curitiba, está fervilhando esta semana. Frequentadores do local relatam que a ansiedade e a expectativa em torno das definições políticas têm sido tão intensas que muitos estão recorrendo a ansiolíticos como o Rivotril para conseguir dormir. Esse clima de tensão reflete a importância das decisões que estão sendo tomadas e o impacto que elas terão na configuração política da capital paranaense.
A reunião desta quinta-feira no Palácio Iguaçu será um marco importante nas articulações políticas de Curitiba. A confirmação de Paulo Martins como vice na chapa de Eduardo Pimentel pode definir os rumos da eleição municipal e impactar diretamente o cenário político de 2026. Com tantos interesses em jogo e a pressão de figuras influentes como Jair Bolsonaro, o desfecho dessa negociação é aguardado com grande expectativa por todos os envolvidos.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




