Assembleia Legislativa do Paraná debate mapeamento de lésbicas e sapatonas

Deputado Missionário Ricardo Arruda (PSL), da bancada evangélica, até a publicação deste post, não tinha confirmado presença no encontro da próxima terça-feira, dia 15

Uma das formas de acabar com o preconceito e a discriminação é o acesso à informação, diz a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

Quanto mais as informações circulam, melhor, afirma parte dos deputados estaduais.

É dentro desse contexto, que garantir o acesso à informação, que movimentos de lésbicas e sapatonas feministas estão desenvolvendo uma pesquisa científica chamada de I Lesbocenso Nacional, que está mapeando a população.

O estudo vai tornar públicos dados como autoidentificação, trabalho, educação, saúde, violência, relacionamentos, relações familiares e redes de apoio que essa população possui nas mais diferentes regiões do país.

A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Paraná, presidida pelo deputado estadual Tadeu Veneri (PT), realiza na terça-feira (15/02), a partir das 9 horas, uma audiência pública com o tema “Mapeamento Sócio-demográfico de Lésbicas e Sapatonas no Brasil”.

– A Comissão é o local ideal para acolher questões como essa, abrindo espaço para discussões e ampliação do debate sobre a pauta. E, por isso, convidamos a todos para participarem da Audiência -, disse Veneri.

O debate será realizado de forma remota com transmissão pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo.

Participarão do encontro da ALEP as seguintes autoridades e personalidades:

  • Heliana Hemeterio, historiadora e vice-presidente da Associação Brasileira de Gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais;
  • Leo Ribas, articuladora nacional da Liga Brasileira de Lésbicas, articuladora nacional da Rede Lésbi Brasil e integrante do Conselho Nacional Popular LGBTI;
  • Dra. Dayana Brunetto, pesquisadora, pós-doutora em Educação, professora da UFPR, coordenadora do NGDS/SIPAD/UFPR e ativista LGBTI; e
  • Dra. Grazielle Tagliamento, psicóloga, professora da UniDomBosco e da Universidade Positivo, ativista LGBTI.
Veja também  Pegasus pode espionar políticos nas eleições de 2022, investiga consórcio de jornalistas

Além de acadêmicos e militantes da causa LGTBI, ainda confirmaram presença Rafael Osvaldo Moura e Olympio Sotto Maior, representando a promotoria de Justiça do Ministério Público do Paraná e o CAOP de Direitos Humanos.

O deputado Missionário Ricardo Arruda (PSL), da bancada evangélica, até a publicação deste post, não tinha confirmado presença no encontro da próxima terça-feira, dia 15.