Apagão postal vem aí, depois dos apagões energético e hídrico promovidos por Bolsonaro

Apagão postal vem aí, depois dos apagões energético e hídrico promovidos por Bolsonaro

De apagão em apagão, o Brasilzão vai se ferrando.

O governo do presidente Jair Bolsonaro, se é que dá para chamar de governo, já dá como favas contadas o apagão energético a partir de outubro. O mandatário optou pelo “desinvestimento” e “privatizou” o setor nos últimos dois anos e meio, ou seja, continuou o salto no escuro iniciado pelo antecessor Michel Temer (MDB).

Na questão da falta de água ocorre a mesma coisa, embora a velha mídia e o Planalto –para não ficar feio demais para eles– vêm sistematicamente mentindo ao culpar São Pedro. Escondem que as tarifas aumentaram, mas os investimentos em infraestrutura [captação, tratamento e distribuição] foram praticamente extintos com a venda de companhias de saneamento.

Além dos apagões energético e hídrico, vem aí também o apagão postal. Você vai ficar esperando aquela encomenda que, dependendo do local, nunca chegará.

É nesse contexto que a secretária especial do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), Martha Seilli, disse que os Correios serão colocados à venda por um valor simbólico.

“Essa é a conta que estamos fazendo. Vai sobrar um valorzinho, vamos dizer assim, que é o quanto a gente vai pedir no leilão”, declarou a discípula do ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem o PPI está vinculado.

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), ao estilo de não levar desafora para casa, lamentou que a sociedade tenha investido anos para um privado levar a empresa de graça.

“Correios vão a leilão por um ‘valorzinho’, diz secretária de privatização do governo Bolsonaro. O que o povo investiu durante anos vai para a iniciativa privada quase de graça. Uma empresa q tem lucro e serve ao povo! Para que vender? Dia 7 estaremos nas ruas pelo Brasil”, convocou a dirigente petista.

“O governo Bolsonaro já entra para a história como o pior governo da história deste País, o governo das vendas, do torra-torra do patrimônio público estratégico, um governo sem projeto de desenvolvimento nacional, um governo que vende a Eletrobras, que vende os Correios, que vende boa parte da Petrobras, um governo que abre mão de um projeto de desenvolvimento para este País. Chega de Bolsonaro, chega de irresponsabilidade com o futuro deste País. Não à venda dos Correios”, discursou o deputado Henrique Fontana (PT-RS), no começo do mês, quando a Câmara votou o projeto de lei (PL 591/21), do governo Bolsonaro, que privatiza a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). “Se Lula for escolhido pelo povo brasileiro para voltar a governar este País, nós vamos reverter privatizações como essa”, prometeu.

Aliás, a deputada Gleisi Hoffmann também havia prometido reverter a privatização da Eletrobras. Em maio passado, ela avisou: “O plenário voltará a discutir esse tema, quando nós, de novo, reestatizarmos a Eletrobras, se ela for privatizada aqui. Porque essa (a reestatização) é a única saída”.

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