O depoimento do advogado Rodrigo Tacla Duran à Justiça Federal do Paraná, nesta segunda-feira (27/3), pode revelar informações embaraçosas para a vida do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol. O depoimento, que Moro e Dallagnol se recusaram a ouvir no passado, será transmitido ao vivo e o mundo político sugere que os telespectadores comprem pipoca para assistir ao processo.
Tacla Duran, que já havia sido condenado anteriormente pelo ex-juiz Sergio Moro, acusa a “gangue de Curitiba” de extorsão e nomeou especificamente um advogado chamado Carlos Zucolotto, supostamente ligado a Moro.
A expectativa é que Tacla Duran apresentará provas de suposta extorsão praticada por aliados de Moro, incluindo o próprio Zucolotto, em troca de cooperação em delação premiada.
Tacla Duran fez uma captura de tela da conversa com Zucolotto, que exigiu um pagamento de US$ 5 milhões em troca de sua cooperação, e a encaminhou para especialistas na Espanha, que verificaram sua autenticidade. Ele também afirma que seu advogado recebeu a minuta do acordo de delação premiada em papel timbrado do Ministério Público Federal um dia após a conversa.
Tacla Duran, que está na Espanha e tem dupla cidadania, deve voltar ao Brasil em maio para depor perante o juiz Eduardo Appio. As informações reveladas em seu depoimento podem ter consequências significativas para Moro e Dallagnol.
Ataque do PCC
Embora tenha sido sugerido que o Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria planejando um atentado contra Moro por causa de sua política de restrição de visitas a presos de alto risco, as provas surgidas no caso não mencionam nenhuma motivação específica para o ataque.
Até o final de 2022, o nome de Moro não constava da lista de alvos do PCC segundo os serviços de inteligência de São Paulo, enfraquecendo ainda mais a hipótese de que ele seria alvo do grupo.
LEIA TAMBÉM

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




