61 milhões de pessoas passam fome no Brasil de Jair Messias Bolsonaro, diz ONU

► Aumentou para 61 milhões a quantidade de brasileiros que passam fome ou algum tipo de insegurança alimentar durante governo Bolsonaro

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em relatório divulgado nesta quarta-feira (06/07), afirma que aumentou para 61 milhões a quantidade de brasileiros que passam fome ou algum tipo de insegurança alimentar.

De acordo com a FAO, o número de pessoas que lidou com algum tipo de insegurança alimentar foi de 61,3 milhões – praticamente um em cada três habitantes do Brasil, que tem uma população estimada em 213,3 milhões. Desse total, 15,4 milhões enfrentaram uma insegurança alimentar grave.

Os dados da FAO para o Brasil englobam o período de 2019 a 2021, durante a gestãdo do presidente cessante Jair Bolsonaro (PL).

Os últimos números da instituição revelam uma piora alarmante da fome no Brasil de “Jair Messias Bolsonaro”.

Entre 2014 e 2016, a insegurança alimentar atingiu 37,5 milhões de pessoas – 3,9 milhões estavam na condição grave.

Lula e José Graziano - idealizador do Fome Zero
Lula, idealizador do Fome Zero, e José Graziano, um dos responsáveis pelo prêmio Nobel da Paz ao programa de combate à fome da ONU.

A FAO definiu a insegurança alimentar das seguintes formas:

  • Insegurança moderada: as pessoas não tinham certeza sobre a capacidade de conseguir comida e, em algum momento, tiveram de reduzir a qualidade e quantidade de alimentos.
  • Insegurança grave: as pessoas que ficaram sem comida e passaram fome e chegaram a ficar sem comida por um dia ou mais.

No ano passado, em todo mundo, 2,3 bilhões de pessoas enfrentavam um cenário de insegurança alimentar ou severa, 350 milhões a mais do que o observado antes da pandemia de coronavírus.

A pesquisa também mostrou que as mulheres sofreram mais com a insegurança alimentar.

Em 2021, 31,9% das mulheres no mundo enfrentavam um cenário de insegurança moderada ou grave, acima dos 27,6% apurados entre os homens. A diferença de quatro pontos percentuais também é maior do que a observada 2020, quando era de três pontos.

De acordo com as projeções da FAO, 670 milhões de pessoas passarão fome em 2030, o que é equivalente a 8% da população global.

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