Jornais da velha mídia corporativa perdem influência e relevância no País

Jornais da velha mídia corporativa perdem influência e relevância no País

O IVC (Instituto Verificador de Comunicação) não mente. Os jornalões da velha mídia corporativa estão perdendo cada vez mais influência e relevância no País.

Segundo levantamento do IVC, numa nação de 211 milhões de pessoas são impressos diariamente no papel apenas 378 mil exemplares dos dez maiores títulos:

  • Folha de S.Paulo;
  • O Globo;
  • O Estado de S. Paulo;
  • Super Notícia (MG);
  • Zero Hora (RS);
  • Valor Econômico;
  • Correio Braziliense (DF)
  • Estado de Minas;
  • A Tarde (BA); e
  • O Povo (CE).

Somente 0,18% dos brasileiros leem no papel os dez maiores e principais jornalões da velha mídia enquanto diminutos 0,5% pagam assinatura digital de um desses veículos.

Ou seja, o poder dos jornalões é mais simbólico do que real –o que em parte ajuda entender por que Jair Bolsonaro foi eleito em 2018 e Geraldo Alckmin, apoiado pelos barões da velha mídia no primeiro turno, foi um fiasco na disputa pelo Palácio do Planalto.

Em números absolutos, Super Notícias, de Minas Gerais, é o que mais imprime diariamente (80.608 exemplares). A Folha é o que tem maior número de assinantes pagos digitalmente (302.808 assinantes para o mês de setembro de 2021).

A soma dos jornais impressos aos assinantes digitais chega, diariamente, a 1.426.253 almas diárias –equivalente a apenas 0,68% da população total brasileira.

Mas que importância econômica tem esses dados do IVC, sobre os leitores pagantes dos jornalões? Em regra, nenhuma relevância.

Os jornalões da velha mídia, hoje, ou são braços de bancos ou de fundos de investimentos. Vide o caso da Folha, cujo negócio principal é o PagBank, a máquina “Moderninha” de pagamento online, dentre outros produtos da fintech.

Os jornalões são ferramentas para especulação com as notícias. Há muito abandonaram a função social de garantir acesso da informação à sociedade. Pelo contrário. A velha mídia corporativa luta pela ditadura da opinião única, sem contraponto, para privilegiar o mercado financeiro do qual faz parte.

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