A velha mídia não quer abandonar Bolsonaro porque ele é a galinha dos ovos de ouro

De maneira transversal, nunca os barões da velha mídia ganharam tanto dinheiro quanto nesse governo de Jair Bolsonaro e em plena montanha de cadáveres. Também faturam alto os banqueiros que, segundo uma testemunha no Banco Central, tiveram de ser internados porque não paravam de rir de felicidade com as medidas de Paulo Guedes, que lhe deu as chaves do cofre do Tesouro Nacional.

Há muito tempo os jornalões e as emissoras de televisão deixaram de fazer jornalismo e hoje são empresas que fazem lobby para os negócios principais da holding. A Folha de S. Paulo, por exemplo, foi transformada num banco –o PagBank, dono das maquinhas amarelinhas.

Em termos práticos, as empresas de comunicação dependem cada vez menos de anunciantes, de cliques ou impressões gerados por seu público-alvo. Elas são ferramentas do embate ideológico, que nada mais é do que a falsa representação da verdade.

Os principais veículos de comunicação do país foram transformados em braços armados de bilionários fundos de investimentos, que ditam a pauta nas redações. Hoje o profissional da impressa está mais para trabalhador “bancário” do que para jornalista.

Por conta de interesses “maiores” de acionistas e de donos, a velha mídia não quer quebrar a galinha de seus ovos de ouro, que é o presidente Jair Bolsonaro.

Neste sábado (27/3), os jornalões dizem que há uma suposta crise entre o presidente e o Congresso, que exige a demissão do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O Globo pede a cabeça do chanceler.

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A Folha atribui à equipe econômica que Orçamento pró-mercado aprovado pelo Congresso é inexequível, quando, na verdade, nada é imutável. A publicação paulistana defende aí os interesses dos bancos, que chupinha o tal superávit primário a título de pagamento de juros e amortizações da dívida interna.

Em síntese, Bolsonaro não caiu ainda porque a velha mídia é cúmplice desse governo genocida.

O Brasil perdeu 3.650 vidas nas últimas 24 horas para a Covid-19. Os dados são do balanço divulgado nesta sexta-feira (26/3) pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Segundo as autoridades sanitárias, trata-se de um novo recorde no país.

A quantidade de mortos por Covid, em um único dia, equivale a 24 aviões como aquele do voo Gol 1907, que, em 2006, se chocou no ar e caiu na floresta Amazônica com 154 tripulantes.

No total, o Brasil tem 307.112 mortes e 12.404.414 casos de infecção pela doença desde o início da pandemia.

A quantidade total de mortos no país, desde o início da pandemia, equivale a quase 2 mil voos Gol 1907. Ou seja, fosse uma guerra convencional, o Brasil já seria declarado derrotado.

É disso que precisamos falar mais.