Bolsonaro jura que não é "malvadão" que aumenta abusivamente o preços dos combustíveis

Bolsonaro jura que não é “malvadão” que aumenta abusivamente os preços dos combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro negou nesta segunda-feira (25/10) que seja um “malvadão” que aumenta abusivamente os preços dos combustíveis. Segundo o mandatário, ele não tem nada a ver com isso.

“Alguns me criticam, o preço do combustível, o preço do gás. Eu não sou malvadão, eu não quero aumentar o preço de nada. Mas não posso interferir no mercado. Se pudesse, iriam dizer que eu queria interferir no preço da carne que vocês produzem no Mato Grosso do Sul”, afirmou à Rádio Caçula FM, de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul.

Jair Bolsonaro admitiu na entrevista que a paciência do povo já se esgotou com os aumentos abusivos dos combustíveis.

“São problemas que não se resolvem em 3 anos. Agora, o povo tá com a paciência lá em baixo, a paciência dele praticamente se esgotou e vai para as críticas, das mais absurdas possíveis. Lamento, peço a Deus que preservemos nosso maior bem, que ainda é a liberdade”, disse o Malvadão.

Bolsonaro ainda falou hoje sobre o Bolsa Família, que, para apagar a marca do PT, ganhou a nova etiqueta de Auxílio Brasil.

“A nossa capacidade de endividamento ultrapassou do limite, estamos no limite do limite. Vamos atender sim o pessoal do Bolsa Família —que agora se chama Auxílio Brasil, mudou de nome— com R$ 400 por mês e ponto final. É onde pudemos chegar. A média do Bolsa Família ainda é R$ 192, estamos dobrando este valor, fazendo o possível”, declarou.

Por outro lado, o PT acusa Bolsonaro de mudar a finalidade do programa e reduzir o número de beneficiários. Originalmente, o Bolsa Família surgiu para diminuir a pobreza e não como um efêmero programa para atravessar a pandemia. Além disso, a oposição defende R$ 600 de ajuda emergencial.

Não é notícia repetida: Petrobras reajusta mais uma vez preços da gasolina e do diesel

A despeito da fala do presidente Jair Bolsonaro, a Petrobras anunciou que vai aumentar o preço dos combustíveis nesta terça-feira (26/10). O litro da gasolina terá alta de 7,04% nas refinarias enquanto o diesel subirá 9,15%.

O próprio Bolsonaro tinha adianto o novo reajuste neste domingo: “infelizmente, pelos números do preço do petróleo lá fora e do dólar aqui dentro nos próximos dias, a partir de amanhã, infelizmente teremos reajuste do combustível”.

No entanto, é mentira do presidente que ele não pode fazer nada. A Petrobras é uma estatal cujo controle acionário é do governo federal. Bastaria ao inquilino do Palácio do Planalto abandonar a política de paridade de preços internacionais adotada pela petrolífera em 2016, no governo Michel Temer (MDB), após o golpe contra Dilma Rousseff (PT).

No ano, o diesel já acumula alta de 65,3% nas refinarias. Já a gasolina subiu 73,4% no mesmo período. Ou seja, os consumidores brasileiros ganham salário –quando tem– e pagam os combustíveis em dólar. Um horror insustentável.

Assista a íntegra da entrevista de Bolsonaro

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