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Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro enquanto Ciro encolhe, segundo pesquisa XP/Ipespe

A pesquisa XP/Ipespe de junho mostra o ex-presidente Lula quatro pontos à frente de Jair Bolsonaro na disputa pela Presidência. O petista saltou três pontos desde o último levantamento, indo a 32%, enquanto Bolsonaro perdeu um ponto, chegando a 28%.

Ciro Gomes foi quem mais perdeu, passando de 9% para 6%. Sergio Moro oscilou um ponto para menos, de 8% para 7%, assim como Luciano Huck, que passou de 5% para 4%.

Em simulações de segundo turno, Lula abriu nove pontos de vantagem sobre Bolsonaro — a diferença era de dois na última pesquisa. Ele cresceu de 42% para 45% enquanto o presidente caiu de 40% para 36%.

Nas simulações, o presidente agora aparece numericamente atrás também de Ciro Gomes, que tem 41% contra 37%.

Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula e Bolsonaro aparecem empatados, com 24%. Há 8% de votos brancos e nulos e 36% que não responderam. Outros candidatos juntos totalizam 8%.

A XP/Ipespe realizou 1.000 entrevistas, de abrangência nacional, nos dias 7, 8, 9 e 10 de junho. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

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Sobe a avaliação negativa de Bolsonaro

A rodada de junho da pesquisa XP/Ipespe registra continuidade na trajetória de alta da avaliação negativa do governo de Jair Bolsonaro, embora outros indicadores, como a percepção sobre os rumos da economia e o temor em relação à pandemia, tenham melhorado.

Hoje, são 50% os que consideram a administração federal ruim ou péssima, um ponto percentual a mais que no levantamento de maio. A pesquisa é a nona consecutiva em que a tendência de alta se apresenta. Desde outubro, quando o movimento começa, esse grupo saiu de 31% para os 50% atuais. O número é o pior da série desde o início do governo, junto com maio de 2020. Sobre os rumos da economia, saltou de 26% para 29% o grupo dos que consideram o caminho certo, enquanto caiu de 63% para 60% os que veem o caminho errado. Em outra área, caiu de 50% para 45% os que dizem estar com muito medo do surto de coronavírus.

Este é a primeira vez em que há um descolamento desses dois indicadores em relação à avaliação do presidente, que tinham tendências coincidentes até então. Foram realizadas 1.000 entrevistas, de abrangência nacional, nos dias 7, 8, 9 e 10 de junho. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Os entrevistados foram questionados também sobre a realização da Copa América no Brasil — 64% são contrários e 29% são favoráveis. Os resultados mostram uma divisão na opinião a partir da aprovação ao presidente. Entre os que têm visão negativa de Bolsonaro, 83% reprovam o torneio. No outro grupo, 58% aprovam a realização da copa no Brasil.

Avaliação das instituições

As Forças Armadas continuam a ser a instituição que mais desperta confiança nos brasileiros, embora o prestígio esteja em queda desde o início do governo Bolsonaro. Em dezembro de 2018, eram 70% os que diziam confiar nelas, contra 58% agora — na última pesquisa, em fevereiro, o número era de 62%. Ainda assim o percentual é bem maior que o do Legislativo — são 15% os que dizem confiar no Senado e 10% na Câmara — e que o dos partidos políticos, 9%.

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