urna eletronica

Brasil se igual a Butão e Bangladesh por não usar comprovante de voto impresso

Não acho que o voto impresso seja o tema capital num ambiente de quase 500 mil mortos por covid, mas, por dever do ofício, vamos lá.

Defendo todo tipo de controle social na polícia, judiciário, parlamento, executivo, e, por que não?, na apuração dos votos.

Não há dificuldade técnica alguma para a impressão do voto nas urnas eletrônicas. Parece-me que a resistência tem mais a ver com o fornecimento dos equipamentos, isto é, mais interesses econômicos do que democráticos nessa história.

O bom-senso pede que as urnas sejam auditáveis. Não é à toa que somente Butão e Bangladesh usam urnas eletrônicas sem imprimir o comprovante do voto impresso. Ambos os países ficam na Ásia Meridional.

Não é possível que 200 países estejam errados e apenas três estejam com a razão (Brasil, Butão e Bangladesh).

Impossível que duas centenas de nações andem na contramão da democracia enquanto o Brasil desfila na vanguarda. Justamente o Brasil, cujas instituições não têm tradição democrática alguma. Vide os golpes havidos na história da República.

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Até a Venezuela tão demonizada pela velha mídia corporativa e o bolsonarismo imprime seu voto na urna eletrônica.

“Imaginem no Brasil a disputa apertada como a do Peru com estas urninhas inauditáveis que temos”, pediu o ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), autor do projeto de impressão do voto.

“Eu comparo os adoradores da ‘infalível’ urna eletrônica, rejeitada no mundo, aos incríveis adoradores da galinha d’angola, pela sua inteligência, sua capacidade de observação, e sua devoção ao absurdo”, ironizou o emedebista, que é pré-candidato ao governo do Paraná.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deveria ser investigado por sua devoção às urnas eletrônicas.

Requião foi autor da proposta no Senado

Em 2001, Requião apresentou no Senado uma nova versão da urna eletrônica, que continha uma máquina impressora. O sistema apresentado pelo senador permitia a recontagem de votos em cédulas de papel, se houvesse suspeita de fraude.

Na época, há 20 anos, Requião mostrou o novo equipamento ao então presidente do PDT, Leonel Brizola, que o acompanhou a um encontro com o presidente do TSE, ministro Nelson Jobim, para discutir a urna “antifraude”.