Requião defende voto impresso com urna eletrônica, mas pede para não ser confundido com Bolsonaro

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O que o presidente Jair Bolsonaro tem em comum com o ex-senador Roberto Requião (MDB-PR)? A princípio nada, embora ambos defendam auditoria nas urnas eletrônicas.

Requião disse em tom de ironia nesta segunda-feira (30), um dia após o segundo turno, que há uma seita de adoradores da urna eletrônica. Segundo ele, o equipamento foi sacralizado pelo TSE e não pode ser criticado.

“Conforme alguns brilhantes ministros do STF e TSE, a sagrada urna eletrônica brasileira é a última das urnas, não pode ser melhorada, modificada e muito menos auditada”, escreveu no Twitter.

Apesar de defender a impressão do voto e a auditoria na urna eletrônica, Requião pediu para não ser confundido com os bolsonaristas e o próprio Bolsonaro.

“Se um sujeito mija e o outro também, não quer dizer que são iguais”, disse Requião ao jornalista Leonardo Atuch, do portal Brasil 247.

Requião explicou hoje que ele foi o autor do projeto de lei, no Senado, que obriga a impressão do voto para conferência por amostragem. “Não que o eleitor vá levar o comprovante para casa, mas o papelucho seria depositado automaticamente após a confirmação do voto”, disse.

Em 2001, Requião apresentou no Senado uma nova versão da urna eletrônica, que continha uma máquina impressora. O sistema apresentado pelo senador permitia a recontagem de votos em cédulas de papel, se houvesse suspeita de fraude.

Na época, há 19 anos, Requião mostrou o novo equipamento ao então presidente do PDT, Leonel Brizola, que o acompanhou a um encontro com o presidente do TSE, ministro Nelson Jobim, para discutir a urna “antifraude”.

“A minha motivação é deferente da do Bolsonaro, que quer bagunçar a eleição, eu não, sempre pretendi aprimorá-la”, disse Requião.

O astrólogo Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro, não gostou da explanação de Requião. “O Requeijão está vendendo chá de alfafa”, disparou.

Bolsonaro e as urnas eletrônicas

No domingo (29), após votar no segundo turno, Bolsonaro expressou dúvidas sobre o atual sistema de votação eletrônica do Brasil, que ele sugeriu ser vulnerável a fraudes. Ele instou o país a voltar ao sistema de cédulas de papel para as eleições presidenciais de 2022.

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