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Apagão é mais nocivo à reeleição de Bolsonaro do que Lula

Engana-se quem acredita que o ex-presidente Lula é o principal pesadelo do presidente Jair Bolsonaro. É verdade que o crescimento do petista mete medo no mandatário, mas é o apagão que tira o sono do ex-capitão do Exército. E isso pode comprometer sua reeleição em 2022.

Fruto do desinvestimento público –quando o poder público deixa investir– o setor energético entrou em colapso no país. O objetivo do governo era precarizar as companhias de energia para privatizá-las, de preferência a preço de banana, entregá-las aos fundos de investimentos conhecidos como abutres.

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Sem investimentos, a população aumentou enquanto a produção de energia caiu. Logo, o Brasil já vive racionamento cuja culpa recaí falsamente sobre São Pedro. Atribuir a falta de água e energia aos céus é mais uma fake news governamental, que a engenharia nacional –sob pena de  desmoralização– precisa desmentir com contundência.

Para aumentar mais o drama de Bolsonaro, o país não pode crescer porque isso significaria mais consumo de energia e água. Se a economia der sinais de recuperação, que é uma realidade distante, buuummmmm!, cai a chave de energia e as torneiras ficam secas.

Para conter o consumo de energia, o governo planeja reajustar a tarifa em mais de 20%. Essa medida inibiria o consumo e a produção, ou seja, perpetuaria o quadro de depressão econômica.

O apagão já é um fato no Brasil. Só falta tirar o Bolsonaro.