Lira diz que governo federal prometeu 140 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 até maio

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse hoje (1º) em entrevista ao programa Fala Brasil, da TV Record, que o governo federal prometeu 140 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 até maio. Segundo ele, o tema foi tratado na reunião deste domingo (28) no Palácio da Alvorada com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

“Se as perspectivas correm bem, com importação de insumos e fabricação (dos imunizantes) podemos ter 140 milhões de vacinas para março, abril e maio. Estamos trabalhando para isso, é a única saída que nós temos para garantir a saúde da população e a manutenção da economia”, afirmou o presidente da Câmara.

Auxílio
Arthur Lira também afirmou que na reunião com Bolsonaro ficou acertado o valor de R$ 250 para uma nova rodada do auxílio emergencial pelo período de quatro meses, de março a junho. Segundo Lira, durante esse período o Parlamento vai buscar aprovar um novo programa social que seja permanente.

PEC da imunidade parlamentar
Na entrevista, Lira negou que a Proposta de Emenda Constitucional que trata de imunidade parlamentar seja uma forma de blindar o Parlamento. Segundo ele, o objetivo é garantir ao Judiciário um regramento claro para poder agir e garantir a imunidade de voz e voto do parlamentar.

Reformas e Privatizações
O presidente da Câmara também reafirmou que espera votar a reforma administrativa em até dois meses e a tributária em até oito. Em relação às privatizações, Lira destacou que nesta semana irá indicar um relator para a matéria. Há tramitando na Casa duas proposições que autorizam o governo a privatizar a Eletrobras e os Correios.

Impeachment e CPI
Lira afirmou que ainda não teve tempo de se debruçar sobre os mais de 60 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que é um tema que deve ser tratado com responsabilidade e seriedade. Lira voltou a afirmar que é contrário a uma Comissão Parlamentar de Inquérito neste momento para apurar eventuais responsabilidades na condução do combate à pandemia. Mas não descartou uma investigação no futuro.

“O momento agora é que nós todos possamos debater ações conjuntas, a classe politica e a população, para trazer vacinas, mais leitos e saídas emergenciais com reformas. Depois disso, a gente vai ter oportunidade de fazer essa ou aquela CPI para investigar e punir eventuais erros”, destacou.

Com informações da Agência Câmara de Notícias