Índia proíbe exportação da vacina de Oxford para o Brasil

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Deu ruim para as clínicas privadas e o projeto de privatização das vacinas contra a Covid-19 intentada pelo presidente Jair Bolsonaro. A Índia decidiu proibir a exportação de vacinas até que sua população de 1,35 bilhão esteja imunizada.

A decisão do governo indiano ocorreu após a Fiocruz ter anunciado neste domingo (3) a compra de doses para início da vacinação no Brasil,

O Instituto Serum, na Índia, que produz a vacina de Oxford/AstraZeneca para países em desenvolvimento, agora diz que não vai permitir a exportação do imunizante antes de vacinar os indianos.

A proibição é mais um revés para os intentos privatistas do presidente Jair Bolsonaro. Ele sabota o plano nacional de vacinação enquanto libera clínicas privadas a buscarem o imunizante.

No domingo (3), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou que compraria vacinas do Instituto Serum, da Índia. Na ocasião do anúncio, a Fundação reafirmou, inclusive, que a previsão para o pedido de registro destas vacinas é 15 de janeiro, sendo que o primeiro lote, com 1 milhão de doses, deve ser entregue entre 8 e 12 de fevereiro.

Porém, nesta segunda-feira (4), houve uma reviravolta: o governo indiano afirmou que não vai permitir a exportação da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a COVID-19 produzida na Índia. As informações foram confirmadas pelo portal G1.

O Instituto Serum, na figura de seu CEO, Adar Poonawalla, disse que as exportações serão barradas até que a população mais vulnerável da Índia seja imunizada. Poonawalla também confirmou que a empresa foi impedida de vender suas doses para organizações privadas.

Adar Poonawalla, em outra entrevista, esta para a agência Reuters, disse que as exportações poderão ser feitas apenas depois de garantir 100 milhões de doses para o governo indiano, o que pode atrasar as entregas para outros países em até dois meses.

“O governo indiano só quer garantir que as pessoas mais vulneráveis ​​do país recebam primeiro – eu endosso e apoio totalmente essa decisão”, disse ele.

Com informações da Agência Sputnik