Desembargadoras da Bahia são presas por venda de sentenças

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O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), expediu mandados de prisão temporária para duas desembargadoras do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Elas são suspeitas de participar de um esquema criminoso de venda de decisões judiciais.

Uma operação da Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (14) cumpre os mandados de prisão contra as desembargadoras, que não tiveram os nomes divulgados no início desta manhã.

A PF cumpre ao todo 36 mandados de busca e apreensão em Salvador, em outras três cidades baianas -Barreiras, Catu, Uibaí – e em Brasília (DF). A investigação aponta um esquema de venda decisões judiciais por juízes e desembargadores da Bahia, com a participação de membros de outros poderes, que operavam a blindagem institucional da fraude.

São investigados possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico de influência.

Além disso, o STJ também mandou prender um operador de um juiz, além de determinar o afastamento do cargo e função de todos os servidores públicos envolvidos nas 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste.

Operação Faroeste

Antes da operação desta segunda (14), a quinta fase da Operação Faroeste ocorreu no dia 24 de março. Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu 11 mandados expedidos, três deles de prisão temporária e outros oito de busca e apreensão.

A primeira fase da operação ocorreu em 19 de novembro de 2019, com a prisão de quatro advogados, o cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão e o afastamento dos seis magistrados.

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