Evo Morales não poderá votar na Argentina devido à sua ‘desqualificação por motivos políticos’

O ex-presidente Evo Morales, asilado na Argentina, “não poderá exercer seu direito de voto devido à desqualificação”, informou neste sábado a assessoria de imprensa do gestor de campanha do Movimento ao Socialismo (MAS) por meio de um boletim emitido de Buenos Aires.

A Bolívia vai às urnas neste domingo (18) para escolher o novo presidente da República. O ex-ministro da Economia no governo Evo, Lucho Arce, lidera a disputa e ainda pode vencer no primeiro turno.

“O ex-presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales Ayma, não cumprirá nenhuma agenda pública durante este 18 de outubro e não poderá exercer seu direito de voto devido à desqualificação, por motivos políticos, que o impediu de se registrar em Buenos Aires”.

Segundo o documento, Morales permanecerá em sua casa em Buenos Aires, acompanhando o desenrolar das eleições e acompanhando o povo boliviano “com alma e coração”.

“O povo boliviano viverá um dia histórico, pois irá às urnas na esperança de um futuro melhor, com alegria e paz”, disse Morales, segundo o comunicado.

Morales votava no Chapare de Cochabamba.

Evo Morales vive na Argentina deste dezembro de 2019

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, chegou vive na Argentina na condição de refugiado desde o dia 12 de dezembro de 2019, quando ele veio do México –sua primeira estada com o status de exilado político.

Na época, Evo viajou até Buenos Aires num avião venezuelano que havia deixado Cuba na noite anterior —ele estava na ilha caribenha para fazer exames médicos.

Durante o dia de hoje, o ex-presidente bolivianos afirmou que permanecerá em sua casa em Buenos Aires, acompanhando o desenrolar das eleições e acompanhando o povo boliviano “com alma e coração”.

Quem concorre à Presidência da Bolívia

São cinco os postulantes ao cargo de presidente da Bolívia:

  • Lucho Arce, do MAS (partido de Evo Morales)
  • Carlos Mesa, do Comunidade Cidadã
  • Chi Hyun Chung, Frente para a Vitória
  • Luis Fernando Camacho, do Acreditamos
  • Feliciano Mamani, do PAN-BOL

TSE da Bolívia suspendeu a contagem rápida de votos

A 12 horas do início da votação para as Eleições Gerais de 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu na noite deste sábado (17) o Sistema de Divulgação de Resultados Preliminares (Direpre). A decisão tomada em plenário do órgão eleitoral teve o aval de observadores internacionais para não criar confusão entre os cidadãos.

“O TSE fez, ao longo das últimas semanas, os testes e simulações para o Direpre. E queremos informar ao país que os resultados dos testes não nos permitem ter a certeza da divulgação completa dos dados que oferecem segurança ao país. Por isso, com seriedade técnica e motivado pela responsabilidade, o TSE decidiu retirar o Direpre do dia da votação ”, informou o presidente do TSE, Salvador Romero.

Posteriormente, afirmou que a decisão foi tomada por unanimidade pelo Plenário do TSE porque o Direpre não deu toda a confiança e foi avalizada por observadores internacionais.

“Explicamos esta situação às missões internacionais de observação, à comunidade internacional. Expressaram seu entendimento com esta decisão que foi considerada e considerada razoável e adequada, dado o contexto de alta polarização e profunda suscetibilidade e desconfiança que existe na sociedade ”, explicou Romero.

Portanto, ele destacou que a comunidade internacional está ciente desta decisão e considerou “que é uma decisão adequada e razoável” .

Contagem rápida de mídia

Com a decisão, a população não terá acesso aos resultados preliminares que o TSE tinha para dar e a população terá acesso apenas aos dados oficiais que estão publicados no site oficial do órgão eleitoral.

Porém, a partir das 20h de domingo, os meios de comunicação credenciados poderão divulgar os resultados da contagem rápida que têm conseguido realizar, conforme estabelece o regulamento eleitoral.

“Isso não vai ser proibido. Mas esses resultados devem ser divulgados, indicando claramente que não correspondem aos resultados oficiais, que são estimativas estatísticas, pois os resultados oficiais serão dados pelo TSE. Vamos trabalhar a noite inteira no domingo e o horário necessário na segunda, para podermos oferecer esses dados ” , disse Romero, sem especificar o horário ou o dia em que serão divulgados os cálculos oficiais.

O que é Direpre?

O Sistema de Divulgação de Resultados Preliminares (Direpre) deveria ser responsável por fornecer os resultados iniciais da votação de 18 de outubro. Foi a substituição da Transmissão de Resultados Preliminares (TREP), muito questionada em eleições anteriores.

Entre outras coisas, o Direpre permitiria controlar a transcrição dos dados das atas, verificar a qualidade da informação antes de processar os dados estatísticos a publicar e validar os dados para posterior publicação estatística dos resultados preliminares das atas que não tem observação.

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