Congresso é iluminado de amarelo em apoio à campanha de prevenção do suicídio

O Congresso Nacional ficará mais uma vez iluminado de amarelo neste sábado (12) em adesão ao mês mundial de prevenção do suicídio. A iluminação permanecerá até o dia 24 deste mês.

A campanha, criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida, pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Brasileira de Psiquiatria, busca dar mais visibilidade ao problema.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano aproximadamente um milhão de pessoas se suicidam em todo o mundo. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, são 11 mil vítimas por ano.

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Para o deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES), que é psiquiatra, uma das falhas na prevenção do suicídio é a falta de estrutura para o atendimento de saúde mental na rede pública. “Ela é ainda muito deficitária para a população, desde a oferta de profissionais, de mecanismos de terapias, sejam elas terapias cognitivas-comportamentais, outras psicoterapias e também a própria terapia medicamentosa, pela falta de acesso à medicação por parte dos pacientes”, explica.

Na quinta-feira (10), durante simpósio promovido pela Frente Parlamentar de Combate ao Suicídio e à Automutilação no Brasil, parlamentares alertaram para a falta de ambulatórios especializados nas unidades de saúde e para a falta de informação sobre a prevenção ao suicídio.

Debatedores também consideraram necessário o fim do tabu em falar desses temas e a eliminação do preconceito contra pessoas que têm doenças como ansiedade, depressão e transtorno bipolar.

Tragédia jovem
Quem lida com suicídio tem ainda uma preocupação específica com a população mais jovem. É um fenômeno global: a OMS aponta que essa, atualmente, é a segunda causa de morte na faixa etária de 15 a 29 anos.

Sob esse aspecto, Sérgio Vidigal ressalta que família e escola são pilares importantes no apoio aos jovens com depressão, que podem vir a tentar o suicídio. Mas ele diz que as duas instituições precisam dialogar.

“A família não participa da vida do aluno na escola e nem a escola participa da vida do aluno lá no seu habitat”, lamenta. “Nós temos que derrubar esses muros, facilitar essa integração.”

Fonte: Agência Câmara de Notícias