Caso Flordelis: Testemunha sofre ataque a bomba em casa

Uma importante testemunha no caso da morte do pastor Anderson do Carmo sofreu um ataque a bomba em sua casa, na noite da última quinta (3). Um artefato explosivo foi jogado no quintal da residência dela. Os fragmentos do explosivo foram recolhidos e serão examinados por peritos da polícia.

Regiane Rabelo mora em Itaipuaçu, em Niterói. Ela acionou a Polícia Militar logo após o atentado.

De acordo com Regiane, a explosão foi muito forte e acordou ela e seu marido, além de vizinhos. Apesar da força da bomba, não houve feridos e nenhum dano à estrutura da casa.

“Não machucou ninguém, pois estávamos dormindo e não tinha gente no quintal. A bomba explodiu no ar e os estilhaços atingiram minha casa e a casa vizinha. Acordamos com um barulho muito forte. Fiquei muito nervosa e ainda nem consegui dormir direito depois do ocorrido, de tão nervosa que fiquei”, disse Regiane.

Ela acredita que o ataque foi “uma tentativa de intimidação e que a deputada não deveria estar em liberdade”.

Regiane é ex-patroa de Lucas, filho adotivo de Flordelis, preso por suspeita de participação na morte de Anderson. Ela acusa Flordelis de influenciar Lucas para que ele mudasse sua versão sobre o crime, além de tentar incriminar o filho como único responsável pela morte do pastor.

A deputada Flordelis (PSD-RJ) é apontada pela polícia como a mandante do assassinato de Anderson, na época seu marido, com 30 tiros em junho de 2019.

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O corregedor da Câmara, deputado Paulo Bengston (PTB-PA), informou que a deputada Flordelis (PSD-RJ) não foi encontrada em duas tentativas de notificação sobre a abertura de processo de investigação que pode culminar na cassação de seu mandato.

Flordelis foi denunciada como mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. Cinco de seus filhos, além de sua neta, foram presos no último dia 24 de setembro, em operação coordenada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil. Por ter imunidade parlamentar, a deputada não pode ser presa — a não ser em flagrante de crime inafiançável.

A primeira tentativa foi feita na quarta-feira (2) no gabinete da deputada na Câmara. A segunda aconteceu nesta quinta (3) em seu apartamento funcional em Brasília, ambas sem sucesso. Uma terceira tentativa será feita no endereço da deputada no Rio de Janeiro, disse Bengston. Se também não for encontrada, um comunicado sobre o processo será publicado no Diário Oficial da União. Somente ela pode assinar a notificação presencialmente.

Procurada pela reportagem, a assessoria de Flordelis afirmou que ela será notificada na próxima terça, 8, e que irá até a Corregedoria da Casa para tomar ciência da situação. Segundo a assessoria, Flordelis está no Rio de Janeiro hoje.

No Conselho de Ética, o caso Flordelis deve ser o primeiro a ser analisado devido à sua gravidade, embora haja outros oito casos à espera de serem pautados, ainda de 2019.