Bruno Covas (PSDB): candidato a prefeito de São Paulo | Eleições 2020 SP

Bruno Covas tem 40 anos. É advogado e economista. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), é o atual prefeito da cidade de São Paulo.

É formado em Direito pela Universidade de São Paulo e em economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Entre outros cargos, foi deputado estadual, secretário estadual de Meio Ambiente de São Paulo, presidente do Juventude do PSDB e deputado federal.

Em 2015, foi sub-relator da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras e membro da Comissão Especial da Maioridade Penal.

Em outubro de 2016, foi eleito vice-prefeito da cidade de São Paulo, na chapa de João Doria (PSDB), assumindo a prefeitura em 6 de abril de 2018 em razão da renúncia de Doria, que foi eleito governador.

Bruno Covas é neto do ex-governador do estado de São Paulo, Mário Covas, um dos fundadores nacionais do PSDB. Por isso, desde criança, foi ligado à política. Estudou nos colégios Carmo e Lusíada em Santos.

Em 1995, quando foi estudar em São Paulo, no Colégio Bandeirantes, teve a oportunidade de morar com o avô. É graduado em Direito, pela USP (1998-2002), e em Economia, pela PUC-SP (1998-2005).

Filiou-se em 1998 ao PSDB e em 1999, foi eleito o Primeiro Secretário da Juventude do Partido. Em 2003, foi eleito presidente estadual e já foi também presidente nacional da Juventude Tucana, em 2007, permanecendo no cargo até 2011.

A sua carreira começou em 2004, ano que que se candidatou a vice-prefeito de Santos na chapa de Raul Christiano pelo PSDB.

Nos anos de 2005 e 2006, foi assessor da liderança dos Governos de Alckmin e Cláudio Lembo na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em 2006, foi candidato a deputado estadual, sendo eleito com 122.312 votos, umas das maiores votações naquela eleição.

Em 2010, foi novamente candidato a deputado estadual agora sendo o mais votado do Estado de São Paulo com 239.150 votos, sendo mais de 131 mil só na capital paulista.

Bruno Covas foi convidado por Geraldo Alckmin para assumir a Secretaria do Meio Ambiente, a partir do início de 2011, ocasião em que se licenciou do cargo de deputado estadual. Ficou no cargo até abril de 2014, quando foi exonerado para disputar as eleições naquele ano.

Eleito deputado estadual em 2006 com 122.312 votos.

Bruno Covas foi presidente da Comissão de Finanças e Orçamento no primeiro biênio (2007-2008) e relator do Orçamento do Estado por dois anos consecutivos (2009-2010).

Integrou ainda as Comissões de Direitos Humanos e de Defesa dos Direitos do Consumidor e foi presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Comunidade Luso-Brasileira e Coordenador da Frente DST-Aids.

Foi relator de mais de 180 projetos de lei, como a Nota Fiscal Paulista, que diminui a carga tributária e devolve tributo diretamente para o cidadão, e foi presidente da CPI do ECAD, relator da CPI da CDHU e membro da CPI da BANCOOP.

Em 2011, assumiu a Secretaria do Meio Ambiente no novo governo de Geraldo Alckmin.

Foi eleito deputado federal nas eleições em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019). Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Já durante o governo Michel Temer (MDB), votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos, qual seja, medida que congela investimentos nas áreas sociais pelos próximos 20 anos.

Bruno Covas foi eleito em primeiro turno vice-prefeito de São Paulo pelo PSDB na chapa de João Doria, em 2016.

No início do mandato de Doria, Bruno assumiu, além da Vice-Prefeitura, a Secretaria das Prefeituras Regionais e também a Secretaria da Casa Civil.

Com a renúncia do então prefeito, João Dória, para concorrer ao governo do estado de São Paulo nas eleições de 2018, Bruno Covas assumiu efetivamente a prefeitura da maior cidade do País.

Durante sua gestão, a cidade de São Paulo, assim como outras centenas de cidades por todo o país, enfrentou a pandemia de COVID-19 a partir de março de 2020, sendo a cidade mais atingida.

Bruno Covas foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 23 de outubro de 2019, para tratar uma erisipela em uma das pernas. No entanto, após a realização de alguns exames, a equipe médica constatou depois de dois dias, que ele apresentava diagnóstico de trombose venosa. Foram então realizados outros procedimentos médicos, e verificou-se que havia um tumor no trato digestivo. A partir do novo diagnóstico, deveriam ser iniciadas três sessões de quimioterapia para combater o câncer, tratamento que deveria durar alguns meses.

De acordo com o médico David Uip, chefe da equipe, o prefeito poderia continuar no exercício de seu cargo enquanto fosse possível, com a possibilidade de deixar de trabalhar, se necessário. Covas despachou normalmente do hospital, utilizando assinatura eletrônica.

O número de seções de quimioterapia foi ampliado e, até o início de fevereiro de 2020, haviam sido realizadas oito seções. Segundo a avaliação médica depois da oitava seção, “seu estado geral de saúde era ótimo, sem apresentar efeitos adversos”.

Em maio 2020, Bruno Covas precisou ser internado por dois dias, depois de sentir desconforto abdominal. Os exames diagnosticaram uma inflamação no intestino que regrediu espontaneamente.

Em junho de 2020, o prefeito foi diagnosticado com COVID-19, durante a pandemia de COVID-19 no Brasil.

Bruno Covas é candidato a reeleição ao cargo de prefeito de São Paulo pelo PSDB na disputa de 15 de novembro de 2020.

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Bretas, da Lava Jato, no banco dos réus

Deu muito ruim para o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Ele será julgado na próxima quinta-feira (17) pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, o TRF2, por participar de políticos ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos).

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, determinou que Bretas seja julgado quando ainda era corregedor nacional de Justiça. Por isso, na semana que vem, o magistrado vai sentar no banco dos réus.

Como diz o ditado, passarinho que come pedra sabe o c* que tem. Bretas autorizou esta semana busca e apreensão na casa do advogado Eduardo Martins, que filho do presidente do STJ.

De acordo com a Lava Jato do Rio, o advogado Eduardo Martins é suspeito de ter recebido R$ 82 milhões para atuar em causas da Fecomércio do Rio de Janeiro. Ele foi delatado por Orlando Diniz, ex-dirigente da entidade do Sistema S.

O advogado Cristiano Zanin Martins, da defesa do ex-presidente Lula, também alvo da operação, também acusa Marcelo Bretas de parcialidade devido sua ligação com o presidente Jair Bolsonaro.

Em fevereiro deste ano, Bretas foi com o presidente e Crivella à inauguração de uma alça na Ponte Rio-Niterói e a uma festa evangélica na praia.

A aparição do juiz no palanque de Bolsonaro causou polêmica: magistrados não podem se envolver em atividades político-partidárias.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresentou então uma reclamação disciplinar ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra Bretas.

O corregedor era Humberto Martins, que determinou a abertura de investigação contra o juiz do Rio por “atos de caráter político-partidário” e de “superexposição e promoção”.

Bretas se defendeu em uma rede social afirmando que “em nenhum momento, cogitou-se tratar de eventos político-partidários, mas apenas de solenidades de caráter técnico/institucional (obra) e religioso (culto)”, escreveu.

“Vale notar que a participação de autoridades do Poder Judiciário em eventos de igual natureza dos demais Poderes da República é muito comum, e expressa a harmonia entre esses Poderes de Estado, sem prejuízo da independência recíproca”, complementou na época.

Com informações de Mônica Bergamo, na Folha.