Saque emergencial do FGTS. Veja como receber R$ 1.045

A Caixa credita nesta segunda-feira (31) o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores nascidos em setembro.

Apesar de a Medida Provisória 946, que instituiu o saque emergencial, ter perdido a validade, a Caixa manteve o calendário de saques, com base no princípio da segurança jurídica. Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de pessoas.

Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem. A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com cartão de débito virtual em sites e compras com código QR (versão avançada de código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras com débito instantâneo do saldo da poupança digital.

O pagamento será feito na conta poupança social digital. O saque em dinheiro estará disponível somente em 31 de outubro.

O valor do saque emergencial é de até R$ 1.045, considerando a soma dos saldos de todas as contas ativas ou inativas com saldo no FGTS.

Orientações

A Caixa orienta os trabalhadores a verificar o valor do saque e a data do crédito nos canais de atendimento eletrônico do banco: aplicativo FGTS e telefone 111. Caso o trabalhador tenha direito ao saque emergencial, mas não teve a conta poupança digital aberta automaticamente, deverá acessar o aplicativo FGTS para complementar os dados e receber o dinheiro.

O banco alerta que não envia mensagens com pedido de senhas, dados ou informações pessoais. Também não envia links nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, SMS ou WhatsApp.

Cancelamento do crédito automático

O trabalhador poderá indicar que não deseja receber o saque emergencial do FGTS até dez dias antes do início do seu calendário de crédito na conta poupança social digital, para que sua conta do FGTS não seja debitada.

Caso o crédito dos valores tenha sido feito na poupança social digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 30 de novembro de 2020, os valores corrigidos serão retornados à conta do FGTS.

LEIA TAMBÉM

  • Bolsonaro vai tirar R$ 300 do auxílio emergencial, depois de tirar emprego de milhões de pessoas
  • Auxílio emergencial: Governo divulga novo calendário; veja as datas de pagamento
  • Oposição inicia campanha pela autoria do auxílio emergencial de R$ 600
  • Congresso exige mais uma parcela de R$ 600 do auxílio emergencial
  • Bolsonaro vai tirar R$ 300 do auxílio emergencial, depois de tirar emprego de milhões de pessoas

    Como se não bastasse eliminar emprego de milhões de pessoas, o presidente Jair Bolsonaro agora se prepara para tirar R$ 300 do auxílio emergencial de cerca de 66 milhões de brasileiros. Ele age como Robin Hood às avessas, que tira dos pobres para dar aos banqueiros.

    Bolsonaro fez uma demagogia barata neste sábado (29) ao afirmar que o governo trabalha pela prorrogação do auxílio emergencial até o final do ano, com um valor abaixo dos atuais R$ 600, mas acima de R$ 200,00.

    O valor intermediário seria de R$ 300, dizem fontes no Palácio do Planalto. Ou seja, Bolsonaro e os banqueiros irão abocanhar 50% do auxílio emergencial aprovado pelo Congresso Nacional no início da pandemia do novo coronavírus.

    “Sabemos da necessidade daqueles que recebem o auxílio emergencial, e ele é pouco para quem recebe e muito para quem paga”, discursou o presidente. “Vocês gastam por mês R$ 50 bilhões neste auxílio. Nós pretendemos com um valor menor, que obviamente não será 600, mas também não será 200, prorrogá-lo até o final do ano”, acrescentou Bolsonaro, sem revelar que pretende cortar R$ 300 da ajuda governamental.

    O presidente visitou hoje o município goiano de Caldas Novas, ao lado do governador Ronaldo Caiado (DEM), na inauguração de uma usina de energia fotovoltaica.

    Pago em razão da crise econômica provocada pela pandemia de covid-19, a criação do benefício foi aprovada pelo Congresso em março e sancionada pelo presidente no mês seguinte. Os beneficiários aprovados, que incluem desempregados e informais, recebem hoje três parcelas mensais de R$ 600,00.

    Inicialmente, Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes defendiam o auxílio emergencial de apenas R$ 200. No entanto, o PT e a bancada de oposição impuseram uma derrota no governo.

    Jair Bolsonaro quer tirar R$ 300 dos mais pobres para dar aos banqueiros, depois que o presidente e Paulo Guedes tiraram 80 milhões de empregos dos brasileiros.